Humap-UFMS oferece acolhimento multiprofissional e atendimento especializado em casos de violência sexual e gestação decorrente do crime
Durante o Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, o Humap-UFMS reforça as formas de acesso à assistência de saúde para mulheres que passaram por situações de violência sexual.
O hospital conta com atendimento especializado e equipe multiprofissional para acolher pacientes, orientar sobre os direitos e oferecer acompanhamento conforme cada situação. Nos casos de gestação decorrente de violência sexual, o serviço também realiza a avaliação necessária para a interrupção gestacional prevista em lei.
O atendimento é feito de maneira humanizada, preservando a privacidade, o sigilo e a autonomia da paciente. A equipe é formada por médico, duas enfermeiras, psicóloga e assistente social, que atuam de forma integrada para avaliar as necessidades clínicas, psicológicas e sociais.
Entre as situações previstas na legislação brasileira para a interrupção da gestação estão a gravidez decorrente de estupro, o risco de vida para a gestante e os casos de anencefalia fetal. Nessas hipóteses, não é necessária autorização judicial prévia.
Um dos pontos importantes destacados pelo hospital é que a mulher não precisa apresentar boletim de ocorrência para receber atendimento de saúde. O mesmo vale para os casos de gestação decorrente de violência sexual em que a interrupção prevista em lei é solicitada.
A orientação também é procurar uma unidade de saúde o quanto antes após uma violência sexual. O atendimento precoce permite avaliar possíveis lesões, realizar exames, prevenir infecções sexualmente transmissíveis e, quando indicado, iniciar a profilaxia pós-exposição ao HIV, conhecida como PEP. A medida deve ser iniciada preferencialmente o mais rápido possível e, no máximo, até 72 horas após a exposição.
Mesmo depois desse período, a recomendação é procurar atendimento. A mulher ainda pode receber avaliação médica, realizar exames e ter acesso ao acompanhamento necessário.
Para acessar o serviço, são solicitados documento de identificação com foto e cartão do SUS. A carteirinha do Humap-UFMS, para quem possui, também pode ser apresentada, mas não é obrigatória.
O hospital reforça ainda que o atendimento não tem caráter de investigação policial. A prioridade da equipe de saúde é acolher, cuidar, orientar e garantir que a paciente tenha acesso às informações e aos serviços previstos em lei, sem julgamentos ou exposição desnecessária.




