Com apenas 20,5% do valor arrecadado, Karen busca R$ 145 mil até quinta-feira para manter a casa onde vive com marido e filhos
Uma família corre contra o tempo para evitar perder a casa onde vive há mais de 11 anos. O imóvel, em Campo Grande, foi colocado em leilão após a família enfrentar dificuldades financeiras, e agora Karen Paroni Ratier tenta arrecadar R$ 145 mil para conseguir arrematar a própria residência.
O leilão está marcado para quinta-feira (20), às 11h. Além do valor do imóvel, ainda existem custos relacionados à documentação e ao processo.
Karen conta que a família manteve os pagamentos por anos, mas a situação mudou depois que o marido, publicitário, perdeu o emprego. Ela também está no quinto ano de Medicina, em um curso integral, o que limita o tempo disponível para trabalhar.
“A gente comprou essa casa há mais de 10 anos, há 11 anos e alguns meses. A gente pagou durante todo esse tempo, só que dois anos atrás o meu marido ficou desempregado. Meu marido é publicitário e ele ficou desempregado. Ele o tempo todo vem buscando emprego na área dele, só que infelizmente na área dele tem uma questão de etarismo, enfim, várias questões.”
Segundo ela, a família tentou negociar a dívida com o banco, mas não conseguiu chegar a um acordo. Enquanto isso, o imóvel foi levado a leilão.
“Durante alguns meses eu consegui ainda manter em dia a casa, mas em março do ano passado chegou a um limite em relação à questão dos pagamentos. Eu faço Medicina, estou no quinto ano agora, em período integral, então tenho um tempo muito diminuto para trabalhar nas coisas que faço, de personalizados, enfim.”
A situação chegou ao ponto de a família precisar escolher entre pagar a prestação do imóvel e comprar comida.
“Chegou um momento em que eu pagava a prestação da casa ou comprava comida. A gente chegou a momentos em que não tinha dinheiro para comprar comida. Eu pedi empréstimos para minha mãe e minha sogra para a gente poder comprar comida.”
A alternativa encontrada foi tentar arrematar a própria casa no leilão. Para isso, a família iniciou uma campanha com diferentes formas de arrecadação.
“E a única opção é a gente arrematar a nossa própria casa no leilão, a um valor de R$ 145 mil. Nessa casa moramos eu, meu marido, meus dois filhos pequenos, temos vários pets. É a nossa casa, onde construímos nossa história. Eu casei aqui, meus filhos nasceram aqui, a gente vive aqui, nossa vida foi construída aqui.”
Entre as ações está uma rifa com 52 prêmios, cinco mil números e cada número vendido a R$ 20. Também foi criado um workshop online voltado principalmente a médicos e estudantes de Medicina, além da venda antecipada de créditos para produtos e serviços oferecidos por Karen.
“A gente acredita que cada gotinha faz parte de um oceano. Então, se cada pessoa conseguir comprar um número, a gente consegue chegar ao valor.”
O workshop foi organizado por professoras de Karen, que são médicas de família, área em que ela pretende atuar. O evento será online e poderá ser acompanhado por participantes de todo o país.
“Também teve algumas professoras minhas, que são médicas de família, que é a carreira que eu quero seguir, que se organizaram e fizeram um workshop com um valor simbólico de ingresso. Vai ser online, então pessoas do Brasil inteiro podem participar.”
Com o leilão se aproximando, Karen faz um apelo para ampliar a mobilização. Até agora, a família conseguiu arrecadar apenas 20,5% do valor necessário.
“Eu estou bem desesperada, porque o leilão acontece na quinta-feira, às 11 da manhã. Estou pedindo ajuda para todo mundo que eu posso, para as mídias e para as pessoas, para que comprem um número da rifa ou contratem algum serviço meu. É para a gente conseguir levantar esse valor, porque até agora eu tenho só 20% do valor.”
As informações sobre a rifa, o workshop e os serviços estão disponíveis no Instagram @karenparoniratier. A família também pede que a campanha seja compartilhada para alcançar mais pessoas antes do leilão.





