Plano de Eduardo Riedel prevê obras de infraestrutura, habitação, regularização fundiária e planejamento urbano nos 79 municípios
O Governo de Mato Grosso do Sul prevê ampliar, entre 2027 e 2030, as ações de infraestrutura e planejamento urbano nos 79 municípios do Estado. A proposta apresentada pelo governador Eduardo Riedel inclui a continuidade do MS Ativo e novas medidas para cidades que enfrentam crescimento acelerado provocado pela chegada de empresas, novos moradores e grandes investimentos.
A estratégia reúne obras de pavimentação, recapeamento, drenagem, habitação e regularização fundiária. A ideia é preparar os municípios para acompanhar o avanço da economia e evitar que o crescimento populacional e industrial aconteça sem a estrutura necessária.
O MS Ativo é o principal instrumento dessa parceria entre Estado e municípios. O primeiro ciclo reuniu R$ 1,5 bilhão em obras concluídas, em andamento e projetos em análise. Já o MS Ativo 2 prevê R$ 995 milhões em investimentos, contemplando os 79 municípios com intervenções como pavimentação, recapeamento e drenagem.
Segundo o plano, a definição das obras ocorre em conjunto com as prefeituras e leva em consideração as principais necessidades de cada cidade. Além da infraestrutura viária, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos acompanha cerca de R$ 763 milhões em obras nas áreas de saúde, segurança, esporte, cultura, lazer e cidadania.
Moradia acompanha crescimento
Com a expansão industrial e a chegada de grandes empreendimentos, a demanda por moradias e serviços públicos também aumenta. Por isso, a habitação aparece como uma das prioridades para o próximo ciclo.
A proposta prevê ampliar os investimentos em moradia, expandir o programa Bônus Moradia e criar o MS Moradia, voltado à população de baixa renda. O plano também prevê novas ações de regularização fundiária urbana e a construção de unidades habitacionais em parceria com os governos federal e municipais.
Uma das propostas é priorizar regiões que receberem grandes investimentos produtivos, levando em conta o impacto desses empreendimentos sobre a população e a estrutura das cidades.
Planejamento urbano
Outra frente prevista é o apoio aos municípios na elaboração e atualização de instrumentos de planejamento urbano. A intenção é antecipar as necessidades provocadas pela expansão das cidades e melhorar a organização dos novos bairros e áreas de crescimento.
A proposta também inclui investimentos em conectividade digital e infraestrutura tecnológica, com o objetivo de ampliar o acesso à internet e apoiar iniciativas ligadas a educação, saúde, segurança, inovação e desenvolvimento regional.
A estratégia apresentada pelo governo busca, assim, integrar crescimento econômico, infraestrutura e qualidade de vida. A meta é fazer com que os municípios estejam preparados para receber novos investimentos sem deixar de ampliar a oferta de moradia, serviços públicos e estrutura urbana para a população.





