Pesquisa mostra intenção recorde de compra e estoque considerado saudável; imóveis de um dormitório já têm menor disponibilidade
Quem está pensando em comprar um imóvel em Campo Grande encontra, no segundo trimestre de 2026, um mercado com procura elevada, mas com diferenças importantes entre os tipos de imóveis disponíveis. Um levantamento do setor mostra que a intenção de compra chegou ao maior nível da série histórica, enquanto o estoque de unidades residenciais verticais é considerado equilibrado.
A intenção de compra alcançou 52% entre os consumidores pesquisados, três pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano passado. Entre as pessoas que pretendem adquirir um imóvel, 68% dizem que devem realizar a compra em até dois anos. Desse total, 31% planejam fechar negócio já nos próximos 12 meses.
Na prática, os dados indicam que quem pretende comprar deve ficar atento não apenas aos preços, mas também à disponibilidade do imóvel desejado. No segundo trimestre, Campo Grande tinha 2.033 unidades residenciais verticais em estoque, volume considerado saudável para o tamanho do mercado.
A oferta, porém, não é igual em todas as categorias. Os imóveis de um dormitório estão entre os que apresentam menor disponibilidade, o que pode reduzir as opções para quem procura esse tipo de unidade.
Outro dado que pode ajudar o consumidor na hora de avaliar uma compra é o preço. O valor médio do metro quadrado dos imóveis residenciais verticais chegou a R$ 9.857 no segundo trimestre de 2026, mantendo a trajetória de valorização observada nos últimos anos.
Maior parte das vendas é de imóveis de médio padrão
Os imóveis de médio padrão concentraram 80% das vendas de unidades residenciais verticais no trimestre. A maior participação ficou entre imóveis de dois e três dormitórios.
Para quem está pesquisando, o dado serve como um indicativo de onde está concentrada a maior movimentação do mercado, mas não significa que esse seja necessariamente o imóvel mais adequado para cada comprador. A escolha deve considerar fatores como renda, capacidade de financiamento, localização, tamanho da família e custos adicionais da compra.
Menos empreendimentos, mas projetos maiores
O número de novos empreendimentos lançados também mudou. Foram dois lançamentos no segundo trimestre de 2026, contra cinco no mesmo período de 2025, uma redução de 60%.
Apesar da queda no número de empreendimentos, a quantidade de unidades colocadas no mercado aumentou. Foram 352 unidades lançadas, contra 144 no segundo trimestre do ano passado, crescimento de 144%.
Isso mostra que, embora tenham sido lançados menos projetos, os empreendimentos colocados no mercado neste ano têm, em média, maior quantidade de unidades.
Crédito continua sendo um fator importante
Outro ponto que deve ser observado por quem pretende comprar é o financiamento. O levantamento aponta crescimento do crédito imobiliário destinado à construção e à aquisição de imóveis no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.
Mesmo assim, as condições de financiamento precisam ser analisadas com cuidado. Antes de assumir uma dívida de longo prazo, o consumidor deve comparar taxas de juros, valor da entrada, prazo, parcelas e o custo total do financiamento.
Com a procura elevada e diferenças na disponibilidade de cada tipo de imóvel, a recomendação para quem pretende comprar é pesquisar preços em diferentes empreendimentos, comparar as condições de financiamento e avaliar se a parcela cabe de forma segura no orçamento.
O levantamento reúne dados dos mercados residencial vertical, horizontal e comercial de Campo Grande e permite acompanhar como oferta, demanda, preços e vendas estão se comportando na Capital.





