Encontro nos dias 17 e 18 de setembro reúne lideranças indígenas, quilombolas, agricultoras e artesãs para discutir empreendedorismo feminino, sustentabilidade e mudanças climáticas
Corumbá recebe, nos dias 17 e 18 de setembro, o Encontro Mulheres Interbiomas 2026, que reúne representantes femininas dos cinco biomas brasileiros: Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa. A programação é voltada a mulheres indígenas, quilombolas, agricultoras familiares, artesãs e integrantes de organizações ligadas à conservação ambiental.
O encontro busca fortalecer a participação das mulheres em atividades que unem preservação da natureza, geração de renda e uso sustentável dos recursos naturais. A proposta também é ampliar o espaço para negócios liderados por mulheres e para a troca de experiências entre comunidades de diferentes regiões do país.
A programação faz parte do projeto Redes pela Conservação, realizado pela Cáritas Alemanha em parceria com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), a Rede Cerrado e a Rede Ecovida de Agroecologia. No Pantanal, as ações são desenvolvidas pela Ecoa – Ecologia e Ação.
Durante os dois dias, as participantes vão discutir caminhos para fortalecer as cadeias produtivas da sociobiodiversidade e construir diretrizes para as ações de justiça de gênero do projeto até 2031. A ideia é reconhecer o papel das mulheres não apenas como beneficiárias de iniciativas ambientais, mas também como lideranças e responsáveis pela produção de conhecimento em seus territórios.
No Pantanal, um dos exemplos apresentados será o trabalho desenvolvido por Leonida Aires, conhecida como Eliane, pescadora e artesã da Comunidade da Barra do São Lourenço. Ela preside a Associação de Mulheres Artesãs da comunidade, conhecida como Renascer, e integra a Rede de Mulheres Produtoras do Cerrado e Pantanal (CerraPan).
Eliane vai levar para o encontro a experiência das mulheres que transformam recursos naturais e conhecimentos tradicionais em produtos e atividades que ajudam na geração de renda. O trabalho também contribui para a conservação do Pantanal e para a preservação da cultura das comunidades ribeirinhas.
Programação também será em Ladário
No segundo dia, parte das atividades será realizada na Área de Proteção Ambiental (APA) Baía Negra, em Ladário, município vizinho a Corumbá. Criada em 2010, a unidade é a primeira e única área de conservação de uso sustentável do Pantanal sul-mato-grossense.
No local, mulheres organizadas em associação desenvolvem atividades como produção de doces, artesanato e turismo de base comunitária, mostrando na prática como a conservação ambiental pode caminhar junto com oportunidades de trabalho e renda.
O encontro integra as ações do projeto Redes pela Conservação, que atua no apoio aos Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDs) nos cinco biomas brasileiros. A iniciativa também está relacionada às metas de redução das emissões de gases de efeito estufa e de combate ao desmatamento até 2030.





