Curso em Corumbá reúne profissionais do Brasil e da Bolívia para melhorar a resposta a emergências com fogo
Com a previsão de um período de seca e a possibilidade de um forte fenômeno El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, instituições que atuam no combate aos incêndios florestais reforçam a preparação para a temporada de fogo no Pantanal.
Entre os dias 9 e 11 de setembro, Corumbá recebe a primeira edição pantaneira do SCI-300, formação avançada em Sistema de Comando de Incidentes voltada ao manejo do fogo. O treinamento será realizado no Centro de Convenções e reúne 40 profissionais de instituições brasileiras e da Bolívia.
A capacitação tem como principal objetivo melhorar a integração entre os órgãos que atuam na prevenção e no combate aos incêndios. Na prática, o Sistema de Comando de Incidentes estabelece protocolos para organizar equipes, comunicação e responsabilidades durante uma emergência.
A metodologia é utilizada pelo Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e passou a fazer parte da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída em 2024.
O SCI-300 é a terceira e última etapa da formação. O nível avançado prepara profissionais para coordenar ocorrências de maior proporção, principalmente aquelas que exigem a atuação conjunta de diferentes instituições. Os participantes já concluíram os cursos SCI-100 e SCI-200, realizados em 2024.
A iniciativa é realizada pela Ecoa, organização que atua na formação de brigadas comunitárias voluntárias no Pantanal desde o início dos anos 2000. Ao longo desse período, a entidade participou da formação de 23 brigadas na região.
O curso conta com apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Aktion Amazon. O conteúdo técnico é conduzido pelo Prevfogo/Ibama, com apoio de instrutores da Ambipar.
A preparação antecipada é considerada importante para reduzir os impactos dos incêndios durante o período de estiagem, quando a vegetação mais seca aumenta o risco de propagação das chamas. A integração entre equipes também permite uma resposta mais organizada caso ocorrências de grande proporção sejam registradas na região.





