Policiais encontraram 65 motores, motocicletas e dezenas de peças com sinais de adulteração durante operação
Uma passagem escondida atrás de um freezer levou a Polícia Civil a um imóvel usado para o desmanche clandestino de motocicletas em Campo Grande. A estrutura ligava a casa de um empresário ao imóvel vizinho, onde os policiais encontraram dezenas de motores, motos desmontadas e peças com sinais de adulteração. Três pessoas foram presas durante a operação realizada na manhã desta terça-feira (22).
A investigação apontou a existência de um esquema voltado ao furto, receptação, ocultação e desmonte de motocicletas, além da comercialização clandestina das peças. Entre os presos estão o proprietário de uma empresa que trabalhava com peças usadas, um funcionário e outro homem apontado como integrante do grupo.
Durante o cumprimento dos mandados em quatro endereços, os policiais encontraram 14 motores dentro da residência do empresário. Todos estavam com a numeração suprimida e permaneciam armazenados de forma visível.
A situação ficou ainda mais evidente quando os investigadores localizaram uma abertura na parede, escondida atrás de um freezer. A passagem dava acesso direto ao imóvel vizinho, apontado como local utilizado para o desmanche.
No espaço, foram encontrados outros 51 motores. Ao todo, 65 motores foram apreendidos, sendo que 53 estavam sem numeração. Também foram localizadas motocicletas com sinais identificadores adulterados, além de 16 tanques, 28 escapamentos, 36 rodas, peças de suspensão, carenagens e diversos outros componentes.
Bloqueador de rastreador
Outro material que chamou a atenção dos investigadores foi um bloqueador de sinais, conhecido como “jammer”.
Conforme a investigação, o equipamento seria utilizado para interromper o sinal de rastreadores instalados em motocicletas furtadas, dificultando a localização dos veículos durante o transporte e a ocultação.
A ação também resultou na apreensão de uma pistola Glock G25, calibre .380, com três carregadores e 21 munições.
Computadores, notebooks, máquinas de cartão e outros motores com sinais de adulteração também foram recolhidos na empresa investigada.
A perícia esteve nos imóveis para realizar os levantamentos técnicos e analisar o material encontrado.
Segundo a Polícia Civil, o proprietário da empresa e o funcionário já possuem antecedentes relacionados a crimes envolvendo veículos, inclusive por ocorrências semelhantes às investigadas agora.
Os três foram presos em flagrante por receptação qualificada, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
A investigação continua para descobrir a origem dos motores, motocicletas e peças apreendidos, identificar possíveis vítimas e verificar se outras pessoas participaram do esquema.





