Sistema passa a acompanhar quase 2 milhões de hectares e identifica fumaça em poucos minutos
O monitoramento de incêndios no Pantanal ganhou um reforço importante neste mês. O Sistema Pantera, que utiliza câmeras e inteligência artificial para identificar sinais de fumaça, ampliou em 20% a área acompanhada e agora monitora quase 2 milhões de hectares.
A tecnologia, mantida pelo Instituto Homem Pantaneiro, já acompanhava cerca de 1,6 milhão de hectares na região da Serra do Amolar, entre Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Bolívia. Agora, o monitoramento também alcança o Território Indígena Guató, na Ilha Ínsua, além de uma área maior da fronteira com a Bolívia e do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.
Uma nova câmera foi instalada para ampliar a vigilância na região de fronteira. O equipamento funciona 24 horas por dia e envia imagens continuamente para a central de monitoramento do instituto, em Corumbá.
Outra melhoria foi feita em uma antena já instalada na região de Poconé, em Mato Grosso. A modernização aumentou a cobertura sobre o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.
Na prática, o sistema funciona como uma espécie de alerta antecipado. Câmeras instaladas em pontos estratégicos captam imagens do Pantanal e um sistema de inteligência artificial analisa as cenas para identificar possíveis colunas de fumaça. Quando há uma ocorrência, o alerta é enviado aos operadores, que conseguem localizar o ponto do incêndio e acionar as equipes responsáveis.
A identificação rápida é importante principalmente em áreas remotas, onde o acesso por estrada é limitado. Quanto mais cedo o fogo é percebido, maior é a possibilidade de as equipes chegarem ao local antes que as chamas se espalhem.
O sistema também cruza informações como temperatura, umidade do ar e velocidade do vento. Esses dados ajudam a estimar a direção de propagação do fogo e podem orientar o trabalho das equipes em campo.
As informações são compartilhadas com órgãos e brigadas que atuam no combate aos incêndios, incluindo o Prevfogo/Ibama, os Corpos de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e a Brigada Indígena Uberaba. A rede também envolve instituições da Bolívia.
A ampliação faz parte de uma estratégia de prevenção e resposta rápida aos incêndios no Pantanal, com participação de diferentes instituições que atuam na conservação do bioma e na proteção das comunidades que vivem na região.
As novas estruturas foram instaladas ao longo de uma semana, em setembro, com apoio da Brigada Uberaba Guató, que integra o Prevfogo/Ibama, e da Brigada Alto Pantanal, mantida pelo IHP.






