Monitoramento com tecnologia e brigada permanente serão usados para detectar focos e agir mais rápido
O Pantanal passou a integrar uma iniciativa internacional criada para melhorar a prevenção e o combate aos incêndios florestais na América do Sul. O projeto foi lançado nesta sexta-feira (25) e terá participação do Instituto Homem Pantaneiro, com ações voltadas principalmente ao monitoramento e à resposta rápida ao fogo.
Na prática, uma das principais medidas será o acompanhamento permanente do território. O instituto já mantém uma brigada ambiental no Pantanal desde 2021 e pretende ampliar o trabalho com monitoramento digital e uso de inteligência artificial.
A tecnologia será utilizada 24 horas por dia para identificar possíveis focos de incêndio e emitir alertas em poucos minutos, inclusive em regiões de difícil acesso. A proposta é permitir que as equipes atuem antes que as chamas ganhem grandes proporções.
Prevenção
O projeto também prevê ações com comunidades tradicionais e indígenas para orientar o uso controlado do fogo em áreas remotas. Outra frente será a articulação entre instituições do Brasil e da Bolívia em regiões consideradas prioritárias para a conservação.
A estratégia inclui áreas como a Serra do Amolar e a região de San Matías, na Bolívia. Como os incêndios podem avançar entre diferentes territórios, a proposta é integrar informações e ações de prevenção entre os países.
O trabalho também busca avaliar, nos próximos três anos, quais medidas são mais eficientes para evitar grandes incêndios e reduzir os impactos das mudanças climáticas.
Segundo o Instituto Homem Pantaneiro, a iniciativa é especialmente importante diante da ocorrência de períodos de calor e seca mais intensos. O Pantanal está entre as áreas da América do Sul que registram grandes queimadas e, por isso, a prevenção é considerada uma das principais estratégias para reduzir os danos ao meio ambiente.
Além de proteger a vegetação, o controle dos incêndios ajuda a preservar a fauna e as comunidades que vivem no bioma. O Pantanal abriga uma das maiores concentrações de mamíferos do mundo, segundo estudos da Embrapa Pantanal.
O South America Fire Fund reúne organizações que atuam no Brasil, na Bolívia e no Peru. O fundo foi criado com recursos filantrópicos e pretende financiar pesquisas e ações capazes de identificar soluções que possam ser aplicadas em maior escala contra os incêndios florestais no continente.






