Advogado foi alvo de prisão temporária e buscas na segunda fase da investigação conduzida pelo Gaeco em Campo Grande
O advogado Amilton Ferreira de Almeida foi preso nesta terça-feira (29), em Campo Grande, durante a segunda fase da Operação Infiltrados, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
Batizada de Operação Obstructio, a nova etapa apura o vazamento de informações sigilosas relacionadas à primeira fase da operação, deflagrada na última quinta-feira (24).
Nesta terça, foram cumpridos um mandado de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão na Capital. Conforme o Gaeco, a investigação identificou elementos que apontam para uma suposta comunicação criminosa sobre a ação policial.
Ainda segundo o Ministério Público, o vazamento teria dificultado o cumprimento das medidas judiciais e interferido diretamente na investigação sobre a atuação de uma organização criminosa.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou as diligências, já que o alvo da prisão é advogado.
O nome Obstructio, em latim, remete à ideia de obstrução ou criação de obstáculos. Segundo o Gaeco, a denominação faz referência à suspeita de obtenção e repasse indevido de informações com o objetivo de dificultar o cumprimento das medidas determinadas pela Justiça.






