Em sabatina, senadora falou sobre bets, causa animal, proteção às mulheres e participação feminina na política
A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) fez um balanço do mandato e apresentou as principais bandeiras que pretende manter em atuação por Mato Grosso do Sul durante sabatina do TopMídiaNews, realizada nesta quarta-feira (30). Entre os assuntos discutidos estiveram a destinação de recursos aos municípios, o combate às bets, a causa animal, a proteção às mulheres e a participação feminina na política.
Durante a entrevista, Soraya afirmou que ajudou a viabilizar cerca de R$ 5 bilhões para Mato Grosso do Sul ao longo do mandato. Segundo ela, os recursos alcançaram os 79 municípios e foram direcionados para áreas como saúde, infraestrutura, educação, agricultura familiar, cultura e ações de proteção animal. A senadora também disse que pretende manter a articulação com gestores municipais independentemente da filiação partidária.
“Eu amo os 79 municípios do nosso Estado. E ninguém vai ficar para trás”, afirmou.
Entre as ações citadas está o programa Caravana da Castração, realizado em parceria com o Governo do Estado. De acordo com a senadora, mais de 20 mil animais já foram atendidos gratuitamente, com recursos destinados para a iniciativa. Soraya também mencionou projetos voltados ao empreendedorismo e à população idosa.
Combate às bets
Outro tema abordado foi o combate às apostas on-line. Soraya foi autora do requerimento que criou a CPI das Bets e atuou como relatora do colegiado, que investigou os impactos das plataformas de apostas, incluindo endividamento, vício em jogos e possíveis relações com organizações criminosas.
Na sabatina, a senadora afirmou que decidiu atuar no tema após identificar os efeitos das apostas sobre famílias brasileiras. Ela defendeu que o combate às plataformas continue mesmo diante de medidas adotadas pelo governo federal.
“Eu entrei nessa luta porque vi o que as bets estavam fazendo dentro das famílias brasileiras”, declarou.
Proteção às mulheres
Na área de proteção às mulheres, Soraya destacou a Lei Bárbara Penna, sancionada em maio deste ano. A Lei 15.410/2026 ampliou mecanismos de proteção a vítimas de violência doméstica e familiar e passou a considerar como modalidade de tortura a submissão reiterada da mulher a intenso sofrimento físico ou mental nesse contexto.
A parlamentar também atuou como relatora do PL 896/2023, que trata da inclusão de crimes praticados em razão de misoginia na legislação.
Para Soraya, a violência contra a mulher precisa ser enfrentada antes que chegue ao feminicídio.
“A violência contra a mulher não começa no feminicídio. Começa muito antes: na ameaça, na humilhação, no controle, na violência psicológica e na misoginia”, afirmou.
Mudanças no Código Civil
A chamada “PEC das Viúvas” também entrou na pauta da sabatina. Soraya participa das discussões relacionadas à atualização do Código Civil e afirmou que o debate envolve regras de Direito de Família e Direito das Sucessões.
A senadora rejeitou a interpretação de que a proposta teria como objetivo retirar direitos de viúvos e viúvas. O Senado Verifica também já classificou como falsa a afirmação de que o texto acabaria com todos os direitos sucessórios de cônjuges sobreviventes.
Segundo Soraya, a discussão busca analisar como ficam os direitos em diferentes configurações familiares, inclusive em casos de famílias recompostas.
Única mulher na disputa pelo Senado
Soraya também falou sobre sua condição de única mulher na disputa pelo Senado por Mato Grosso do Sul neste ano.
Ela defendeu uma maior presença feminina nos espaços de decisão, mas afirmou que não espera receber votos apenas por ser mulher. A senadora disse que os eleitores devem avaliar sua trajetória e o trabalho realizado durante o mandato.
“Eu não quero que uma mulher vote em mim simplesmente porque eu sou mulher. Quero que as pessoas conheçam o meu trabalho e façam sua escolha com liberdade”, declarou.
Ao final da sabatina, Soraya afirmou que pretende continuar atuando em áreas como proteção às mulheres, causa animal, agricultura familiar e atendimento aos municípios caso permaneça no Senado.




