Setor gerou 36% dos empregos formais criados no Estado entre janeiro e agosto de 2026, mas enfrenta falta de mão de obra qualificada
A construção civil gerou 7.392 empregos formais em Mato Grosso do Sul entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados do Novo Caged. O número representa cerca de 36% das 20.456 vagas abertas no Estado no período. Apesar do crescimento, empresas enfrentam dificuldades para encontrar profissionais qualificados.
Entre as funções com maior demanda estão servente, pedreiro, carpinteiro, armador, encarregado e mestre de obras, além de trabalhadores técnicos e especializados. Em Campo Grande, o setor abriu 1.357 postos de trabalho nos primeiros oito meses do ano.
A modernização das obras também amplia a procura por profissionais com conhecimentos em tecnologias como inteligência artificial, automação e modelagem digital. Nesse cenário, a qualificação profissional é apontada como um caminho para quem busca ingressar no mercado ou conquistar novas oportunidades.
Para ampliar a formação de trabalhadores, o Sinduscon-MS desenvolve iniciativas como o Sindicato Qualifica e o projeto Elas Constroem, que capacita mulheres para atuar no setor. Em Campo Grande, o Elas Constroem iniciou uma terceira turma em agosto, com 78 alunas, oferecendo formação para funções como pedreira de alvenaria, pintora imobiliária e eletricista predial.
Quem deseja trabalhar na construção civil pode procurar cursos de formação e requalificação oferecidos pelo SENAI-MS e por programas ligados ao setor. A orientação é buscar capacitações alinhadas às funções mais procuradas pelas empresas, que precisam ampliar suas equipes para acompanhar o ritmo das obras em Mato Grosso do Sul.






