Anna Laura passou por três unidades de saúde antes de morrer. Familiares questionam o atendimento, e o caso será investigado pelo Ministério Público.
A morte de Anna Laura, de apenas oito meses, deixou a família em busca de respostas sobre o atendimento médico recebido pela bebê em Campo Grande. Após passar por três unidades de saúde, a menina morreu no dia 11 de outubro. Diante das dúvidas sobre os procedimentos realizados, os familiares registraram um boletim de ocorrência para denunciar uma suspeita de negligência médica.
Segundo a mãe, a criança começou a apresentar febre, vômitos e diarreia um dia antes da morte. Preocupada com o estado de saúde da filha, a família procurou atendimento médico. No entanto, os parentes questionam a condução dos procedimentos e relatam possíveis falhas na administração de medicamentos e no fornecimento de oxigênio.
De acordo com os familiares, a primeira unidade procurada foi o posto de saúde do bairro Universitário, onde chegaram por volta das seis horas da manhã. No local, foram orientados a levar a bebê ao Hospital de Câncer Alfredo Abrão. Depois, a criança foi transferida para o Hospital Regional, onde precisou ser entubada, mas não resistiu.
O atestado de óbito apontou insuficiência respiratória, choque séptico e pneumonia, entre outras complicações.
Associação aponta suspeita de falhas no atendimento
A Associação das Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul acompanha o caso e afirma que há indícios de negligência no atendimento prestado à criança. A entidade informou que um documento será encaminhado ao Ministério Público para contribuir com a apuração.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul confirmou que vai investigar o caso. A suspeita, no entanto, ainda precisa ser apurada pelas autoridades.
Hospitais e Secretaria de Saúde se manifestam
Em nota, o Hospital Regional lamentou a morte da bebê e informou que prestará os esclarecimentos necessários durante a investigação policial.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) afirmou que os procedimentos administrativos e regulatórios seguiram os protocolos vigentes. Segundo a pasta, as solicitações de atendimento foram encaminhadas aos serviços de referência e passaram pelos processos de avaliação e aceite, conforme os fluxos de regulação.
A secretaria também informou que acompanhará a apuração e que os prontuários e relatórios técnicos serão analisados pelos órgãos de controle competentes.
Já o Hospital de Câncer Alfredo Abrão informou que Anna Laura foi internada no dia 10 de outubro, com quadro de pneumonia, e recebeu continuidade do tratamento medicamentoso. Segundo a instituição, após cerca de três horas de atendimento, a criança foi transferida para o Hospital Regional devido à necessidade de cuidados intensivos.
O hospital ressaltou que não dispõe de UTI pediátrica e afirmou que não há registro de reação adversa ao tratamento nos prontuários analisados. A unidade também declarou estar à disposição da família e das autoridades para prestar esclarecimentos.
Enquanto a investigação busca esclarecer as circunstâncias da morte, os familiares aguardam respostas sobre o atendimento prestado à bebê.






