5:24 quinta-feira, 27 agosto 2026
A Onça
No Result
View All Result
A Onça
No Result
View All Result
A Onça
No Result
View All Result

Slide Slide

Por que não se fala mais que nível de autismo é leve, grave ou moderado?

Por que não se fala mais que nível de autismo é leve, grave ou moderado?

Onça Pintada by Onça Pintada
10:42 sexta-feira, 29 setembro 2023
in Saúde
A A

A atriz Letícia Sabatella contou, em entrevista ao podcast Papagaio Falante, que foi diagnosticada com o transtorno do espectro autista, ou TEA, aos 52 anos.

“Ainda é um pouco antecipação eu falar, mas descobri com investigação de uma psiquiatra e neurologista que estou dentro do transtorno do espectro autista, num grau leve, chamado de Asperger, que é ativa e passiva nesse tempo”, disse.

A “síndrome de Asperger” foi, por muitos anos, o nome dado ao grau mais leve de autismo. Era um quadro considerado menos grave, com baixa necessidade de suporte e geralmente vinha acompanhado de QI alto ou altas habilidades intelectuais. Recebeu esse nome porque foi inicialmente descrita por Hans Asperger, um pediatra austríaco, em 1944.

Mas, desde a atualização do manuais clínicos DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e CID (Classificação Internacional de Doenças), que ocorreram há cerca de uma década, Asperger e outras terminologias utilizadas para descrever o espectro do autismo deixaram ou estão deixando de ser usadas.

Com o avanço dos estudos sobre o autismo, ficou claro que é tudo uma coisa só, ou seja, mesmo com classificações distintas, essas pessoas tinham características semelhantes, mas com graus de comprometimentos diferentes. Surgiu aí a ideia de “espectro”.

Você podequerer ler

Dia do Folclore: especialistas desmentem mitos e orientam sobre cuidados com a saúde

Dia do Folclore: especialistas desmentem mitos e orientam sobre cuidados com a saúde

22 de agosto de 2026
Relógio inteligente alerta para batimentos: quando é hora de procurar ajuda?

Relógio inteligente alerta para batimentos: quando é hora de procurar ajuda?

20 de agosto de 2026
Chikungunya passa de 10 mil casos e já soma 30 mortes em Mato Grosso do Sul

Chikungunya passa de 10 mil casos e já soma 30 mortes em Mato Grosso do Sul

20 de agosto de 2026
Envelhecer com autonomia: hábitos e cuidados ajudam a preservar a independência

Envelhecer com autonomia: hábitos e cuidados ajudam a preservar a independência

17 de agosto de 2026

O que mudou?


Não foi apenas a síndrome de Asperger. Antes da atualização dos manuais clínicos, o espectro autista teve diversos nomes: transtorno autista, autismo atípico, transtorno global de desenvolvimento, e por aí vai (sim, foram muitos).

Na verdade, todos eles descreviam a mesma coisa: um transtorno do neurodesenvolvimento que acomete o indivíduo desde pequeno e é levado por toda a vida.

Esses quadros têm características marcantes em comum, como dificuldade de relacionamentos (deficiência social), dificuldade ou atraso na fala e interesses e/ou comportamentos restritos e/ou repetitivos.

A diferença mora no grau de comprometimento de cada pessoa. Enquanto algumas tinham dificuldades discretas e eram até consideradas —de forma estereotipada— gênios, outras tinham um grau de comprometimento tão grande que necessitavam de suporte para coisas básicas, como comer e tomar banho.

Foi justamente por causa dessa percepção que os manuais DSM-5 (publicado em 2013) e CID-11 (de 2022) unificaram o conjunto de sintomas atribuídos ao autismo em um único nome: o transtorno do espectro autista, ou simplesmente TEA.

Novo nome, nova classificação

Embora seja considerado mais amplo, o espectro do autismo hoje é também visto como uma evolução no diagnóstico do transtorno —já que é possível estabelecer que um conjunto de sintomas e sinais podem se manifestar de formas diferentes, e em graus distintos, em cada indivíduo.

Para alguns especialistas, isso explica, em parte, o aumento no número de diagnósticos de TEA. É o que diz um artigo, publicado em 2017 na revista Scientific American, tratando sobre a elevação de diagnósticos nos EUA nos últimos anos.

Além da mudança na nomenclatura, os manuais trouxeram também uma nova escala de avaliação com base no nível de dependência de cada pessoa. Ficou assim:

Nível 1: popularmente conhecido como “leve”, quando o indivíduo precisa de pouco suporte de outro adulto para realizar tarefas.

Nível 2: o nível “moderado”, cujo grau de suporte necessário é razoável. Aqui, é possível enxergar dificuldades maiores de comunicação, por exemplo, e maior necessidade de terapia para superar as limitações.

Nível 3: conhecido como autismo severo, quando o indivíduo necessita de muito suporte de outro adulto e dificilmente conseguirá ser independente.

Qual a importância disso?

Para os especialistas a mudança da nomenclatura é importante pois ajuda a encaixar mais pessoas no diagnóstico do espectro.

Isso porque as novas definições compreendem o autismo como algo plural, com diferentes possibilidades de acometimento e funcionalidade e com considerações particulares para cada indivíduo.

sso é importante tanto para as crianças, que podem receber cuidados mais direcionados de forma precoce, como para os adultos, que podem finalmente fazer parte de um grupo e dar um nome para aquilo que os tornava “diferentes” dos demais, e buscar tratamentos específicos para melhorar a sua qualidade de vida.

Fontes: Alice Munguba, especialista em clínica psicanalítica infantil da clínica Holiste Psiquiatria, em Salvador (BA); Adélia Henriques Souza, médica da SBNI (Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil) que atua no Hospital da Restauração e do IMIP, no Recife (PE); Caroline Toledo, psicóloga na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo; Danielle H. Admoni, psiquiatra preceptora na residência da EPM-Unifesp e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria); Marcus Tulius, neurologista do CHN, no Rio de Janeiro, e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz; Rodrigo Fock, médico geneticista da DASA Genômica com atuação em TEA).

Originalmente publicado na coluna Viver Bem do portal UOL.

Por que não se fala mais que nível de autismo é leve, grave ou moderado?
Siga A Onça no


Compartilhe isso:

  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
Tags: Destaquedestaques

Leia também

Dia do Folclore: especialistas desmentem mitos e orientam sobre cuidados com a saúde

Dia do Folclore: especialistas desmentem mitos e orientam sobre cuidados com a saúde

by Onça Pintada
22 de agosto de 2026

Humap-UFMS reúne orientações sobre prevenção, saúde mental, qualidade do ar e autocuidado No Dia do Folclore, celebrado neste sábado (22), especialistas do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS) aproveitam a data para esclarecer dúvidas sobre saúde que também passam de...

Relógio inteligente alerta para batimentos: quando é hora de procurar ajuda?

Relógio inteligente alerta para batimentos: quando é hora de procurar ajuda?

by Onça Pintada
20 de agosto de 2026

Dispositivos podem ajudar a identificar alterações no coração, mas oscilações na frequência cardíaca são comuns e não significam, sozinhas, que há uma doença Relógios e anéis inteligentes passaram a acompanhar de perto indicadores como frequência cardíaca, sono, atividade física e,...

Chikungunya passa de 10 mil casos e já soma 30 mortes em Mato Grosso do Sul

Chikungunya passa de 10 mil casos e já soma 30 mortes em Mato Grosso do Sul

by Onça Pintada
20 de agosto de 2026

Dourados concentra a maior parte dos óbitos; Estado também registra quase 2 mil casos de dengue em 2026 Mato Grosso do Sul ultrapassou a marca de 10 mil casos confirmados de chikungunya em 2026. Segundo o boletim mais recente da...

Load More
  • Home
  • Política de Cookies
  • Posts

© 2023 A Onça

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password? Sign Up

Create New Account!

Fill the forms below to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • Home
  • Postagens
  • Artigos da Onça
  • Brasil
  • Polícia
  • Governo
  • Campo Grande
  • Política
  • Saúde
  • Clima
  • Emprego
  • Cultura e Lazer
  • Emprego

© 2023 A Onça

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições Ver política de privacidade