Jovem ficou 15 dias internado em estado gravíssimo após confronto durante operação no Jardim Colibri
Morreu o adolescente de 16 anos que havia sido baleado durante uma operação da Polícia Civil, em Dourados. O jovem estava internado em estado gravíssimo no Hospital da Vida desde o dia 25 de agosto, quando foi atingido durante um confronto no Jardim Colibri.
Segundo a investigação, o adolescente era apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria admitido vínculo com a facção durante as apurações sobre uma série de crimes praticados na cidade.
A investigação começou depois que dois adolescentes foram apreendidos por furto qualificado em estabelecimentos comerciais na região central de Dourados. Conforme a Polícia Civil, durante os depoimentos, eles relataram que praticavam crimes a mando da facção e que teriam recebido ordens para cometer ações criminosas na cidade.
A partir dessas informações, investigadores chegaram a um imóvel na Rua das Cerejeiras, no Jardim Colibri. O endereço era apontado como um ponto de apoio para esconder armas, drogas e objetos relacionados a crimes.
No momento da abordagem, o adolescente estava deitado em um colchão. Conforme a versão apresentada pela Polícia Civil, ele teria sacado um revólver calibre .38 que estava sob o travesseiro e efetuado um disparo contra os agentes. Os policiais reagiram para interromper a agressão.
O jovem foi socorrido e levado para uma Unidade de Pronto Atendimento. Em seguida, foi transferido para o Hospital da Vida, onde permaneceu internado por 15 dias. Ele não resistiu aos ferimentos.
Durante a operação, os policiais apreenderam o revólver calibre .38 e munições, além de duas motocicletas com sinais de identificação adulterados ou suprimidos. Também foram encontradas porções de drogas, balança de precisão, celulares, dinheiro e outros objetos que, segundo a investigação, teriam origem criminosa.
Um jovem de 18 anos, identificado como Eder Gabriel Fragoso Mateus, foi preso em flagrante no imóvel. Ele é investigado por crimes como receptação, posse e porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, associação criminosa, lesão corporal e corrupção de menores.
A Polícia Civil mantém as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a participação de cada integrante do grupo nos crimes apurados.






