Uma mulher de 45 anos procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), em Campo Grande, para denunciar ter sido alvo de ameaças de morte e ofensas durante a cobrança de uma dívida relacionada à aquisição de um “Iba de Oxalá”, objeto utilizado em rituais do Candomblé.
Conforme o boletim de ocorrência as ameaças teriam começado em 26 de junho. A vítima contou que firmou um acordo verbal para quitar a dívida de R$ 3 mil em seis parcelas.
Segundo o relato prestado à Polícia Civil, ela já pagou R$ 1 mil e estaria cumprindo rigorosamente o cronograma combinado. Apesar disso, afirma que passou a receber ligações telefônicas e mensagens cobrando antecipadamente o restante do valor.
Ainda de acordo com o boletim, as cobranças teriam evoluído para ameaças de morte contra ela e seus familiares, além de ofensas e xingamentos. A vítima também relata que outras pessoas passaram a participar das cobranças por meio de ligações e mensagens pelo WhatsApp.
A mulher identificada como autora das ameaças ocupa a função de “mãe pequena yaebê” no Instituto Taquarussu.
No boletim de ocorrência, a comunicante ainda informa que o pai de santo responsável pelo instituto, Robson Faciroli, estaria preso cumprindo pena por estupro de vulnerável.
A informação foi registrada pela vítima como parte de seu relato e não possui relação direta com a investigação da suposta ameaça.
Temendo que as ameaças possam ser concretizadas, a mulher afirmou à polícia que teme por sua integridade física e pela segurança de seus familiares. Ela manifestou formalmente o desejo de representar criminalmente contra a autora.
O caso foi registrado na Depac Cepol como crime de ameaça e será apurado pela Polícia Civil.






