Com representantes de mais de 130 países, COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias transforma Campo Grande em centro global de debates ambientais
A realização da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, que ocorre entre os dias 23 e 29 de março, consolida Campo Grande como palco de discussões internacionais sobre biodiversidade. O evento reúne representantes de mais de 130 países, além de autoridades, pesquisadores e organizações ambientais de todo o mundo.
Coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em parceria com organismos internacionais, a conferência tem como foco a proteção de espécies migratórias e a preservação dos ecossistemas que garantem suas rotas naturais, como o Pantanal e o Cerrado.
Além das reuniões de alto nível entre chefes de Estado e ministros, a programação inclui painéis técnicos, debates científicos e encontros com o setor produtivo. Temas como mudanças climáticas, conservação da fauna, desenvolvimento sustentável e turismo de natureza estão entre os principais pontos discutidos.
Durante o evento, a cidade também recebe delegações internacionais que têm a oportunidade de conhecer de perto a biodiversidade sul-mato-grossense. Visitas técnicas e roteiros turísticos foram organizados para apresentar regiões como Bonito e áreas do Pantanal, reforçando o potencial do Estado no ecoturismo.
O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente destacou a impressão positiva deixada pela Capital. Segundo ele, o planejamento urbano aliado à preservação ambiental chama a atenção de quem visita a cidade.
“A cidade de Campo Grande é muito bacana, muito especial, que tem um planejamento, que incorporou de forma muito positiva a questão ambiental. Você vê que alguns dos visitantes ficaram muito impactados, cruzando com macacos, com capivaras e com tantas outras espécies aqui. Ficaram muito impressionados com essa proximidade da natureza”, afirmou.
Ele também ressaltou que sediar um evento desse porte em uma cidade integrada ao meio ambiente fortalece o compromisso com a pauta ambiental. “É uma COP que está sendo feita em uma cidade onde a natureza está entranhada, isso estimula, cria mais compromisso e um ambiente favorável”, disse.
O representante ainda destacou a união entre diferentes esferas de governo para viabilizar o encontro internacional. “Estamos muito felizes por termos sugerido Campo Grande, mas o mais importante é que a cidade abraçou a ideia. Governo federal, estadual, municipal e o secretariado das Nações Unidas construíram juntos algo marcante”, completou.
Ao final, ele reforçou que a expectativa é de que os participantes levem uma imagem positiva da cidade, do Estado e do país. “Todos que vieram aqui vão levar uma imagem muito positiva do Brasil, do Mato Grosso do Sul, de Campo Grande e do povo que está aqui”, concluiu.





