SES alerta para sinais da doença, orienta sobre como buscar atendimento pelo SUS e reforça a importância do diagnóstico precoce
O câncer de boca matou 172 pessoas em Mato Grosso do Sul entre 2023 e 2026. Desse total, 141 eram homens, o equivalente a 82% dos óbitos registrados no período. Diante dos números, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça a importância de reconhecer os sinais da doença e procurar atendimento ao identificar alterações persistentes na boca.
Entre 2023 e 2025, o Estado também registrou 417 casos de câncer de lábio e cavidade oral, sendo 312 em homens e 105 em mulheres. Os dados de 2025 e 2026 referentes aos óbitos são preliminares e podem sofrer alterações.
A atenção deve ser redobrada a partir dos 50 anos. Do total de mortes registradas entre 2023 e 2026, 101 ocorreram entre pessoas de 50 a 69 anos, correspondendo a 58,7% dos óbitos.
A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o triênio 2026-2028 aponta que o câncer de boca será o quinto tipo de câncer mais frequente entre os homens em Mato Grosso do Sul.
Feridas que não cicatrizam são sinal de alerta
Feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam em até 15 dias estão entre os principais sinais que precisam ser investigados. Outros sintomas incluem manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, sangramentos sem causa conhecida, caroços no pescoço e rouquidão persistente.
Em estágios mais avançados, a doença pode provocar dificuldades para falar, mastigar ou engolir.
Ao perceber qualquer uma dessas alterações, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação com um profissional. O cirurgião-dentista pode examinar a cavidade bucal, identificar lesões suspeitas e indicar a necessidade de exames complementares.
“O diagnóstico precoce é fundamental para que o paciente tenha acesso ao tratamento no momento adequado”, destaca a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone.
Como funciona o diagnóstico pelo SUS?
Para agilizar a investigação de casos suspeitos, a SES organiza a Linha de Cuidado do Câncer de Boca, que orienta os profissionais sobre a identificação de lesões, o encaminhamento para exames e a continuidade do atendimento.
A rede também utiliza a TeleEstomato/MS, ferramenta que permite aos profissionais dos municípios receber apoio especializado à distância, inclusive para avaliar a necessidade de biópsia.
Quando indicada, a biópsia pode ser realizada no próprio município. A amostra é encaminhada ao laboratório de patologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), parceiro do Estado. O resultado é disponibilizado na plataforma utilizada pela rede, evitando que o paciente precise se deslocar apenas para buscar o laudo.
Nos casos confirmados, o paciente é encaminhado para atendimento oncológico e assistência hospitalar.
Como reduzir os riscos?
Entre as medidas recomendadas para prevenir o câncer de boca estão não fumar, evitar bebidas alcoólicas, proteger os lábios da exposição prolongada ao sol e manter uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes. A vacinação contra o HPV também é recomendada para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, conforme as orientações de saúde.
A SES reforça que a prevenção e a identificação precoce são fundamentais para reduzir os impactos da doença, especialmente entre homens e pessoas acima dos 50 anos.
Novembro Bordô reforça prevenção
A abertura do Novembro Bordô, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de boca, será realizada em 4 de novembro, no auditório da Associação Brasileira de Odontologia – Seção Mato Grosso do Sul (ABO-MS), na Rua Liberdade, 836, em Campo Grande.
O evento integra a Semana de Prevenção ao Câncer de Boca, promovida pela Comissão de Câncer de Boca do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul (CRO-MS).
As inscrições podem ser feitas pelo link: https://doity.com.br/semana-de-prevencao-ao-cancer-do-boca-croms.
Serviço: se você notar uma ferida na boca ou nos lábios que não cicatriza em até 15 dias, procure uma unidade de saúde para avaliação. Não espere o apare






