Operação conjunta identificou abate irregular, falhas sanitárias graves e contaminação cruzada em estabelecimento já autuado anteriormente
Uma força-tarefa realizada na manhã desta quarta-feira (20) resultou na apreensão e inutilização de uma grande quantidade de alimentos considerados impróprios para o consumo humano em Paranaíba. Ao todo, foram retirados de circulação 756 quilos de carnes e derivados, além de 154 litros de produtos líquidos.
A ação ocorreu em um estabelecimento comercial localizado no bairro Santo Antônio e foi coordenada pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO), em conjunto com a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (DECON) e a Primeira Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba.
A operação cumpriu uma ordem judicial que determina fiscalizações semestrais e sem aviso prévio no local, que pertence a um comerciante já autuado anteriormente por irregularidades semelhantes.
A fiscalização teve início por volta das 9h e contou com médicos veterinários da IAGRO e do Serviço de Inspeção Municipal. Durante a vistoria, foram encontradas carnes bovinas e ovinas com indícios de abate clandestino, identificados pelas características de corte e aspectos físicos dos produtos.
O proprietário afirmou que as carnes eram oriundas de propriedades rurais vizinhas, mas não informou a procedência exata dos animais abatidos.
As equipes também constataram graves falhas estruturais e de armazenamento. Havia carnes fracionadas em embalagens inadequadas, sem lacre, sem rotulagem, sem data de validade e sem qualquer tipo de selo de inspeção sanitária. Parte dos produtos estava armazenada de forma exposta, sem proteção adequada.
Segundo os médicos veterinários responsáveis, a mistura de produtos de origem clandestina com outros itens armazenados no local criou um cenário de contaminação cruzada, representando risco direto à saúde dos consumidores.
As irregularidades podem configurar, em tese, crime contra as relações de consumo, previsto na Lei Federal nº 8.137/90.
Todo o material apreendido foi catalogado e encaminhado para inutilização e descarte sustentável, seguindo normas sanitárias e ambientais. As investigações seguem sob responsabilidade da DECON e da Polícia Civil de Paranaíba.






