Valor médio cai para R$ 780,29 no mês; feijão registra a maior alta entre os produtos
O custo da cesta básica em Campo Grande apresentou leve queda de 0,40% em fevereiro de 2026 em relação a janeiro. Com isso, o valor médio passou a ser de R$ 780,29. Apesar da redução no mês, o preço acumula alta de 0,82% na comparação com fevereiro de 2025 e de 0,57% no acumulado deste ano.
Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, nove registraram queda de preço entre janeiro e fevereiro. As principais reduções foram observadas no tomate (-9,23%) e na batata (-5,12%). Também ficaram mais baratos o óleo de soja (-3,65%), leite integral (-3,40%), banana (-3,10%), açúcar cristal (-1,74%), farinha de trigo (-1,35%), manteiga (-1,31%) e café em pó (-0,02%).
Por outro lado, quatro itens tiveram aumento no período. O feijão carioca liderou as altas, com avanço de 22,05%. Também subiram os preços do arroz agulhinha (3,48%), pão francês (0,89%) e carne bovina de primeira (0,63%).
Na comparação com os últimos 12 meses, cinco produtos apresentaram aumento de preço. O café em pó lidera a alta, com 23,13%, seguido pelo feijão carioca (16,96%), pão francês (6,30%), carne bovina de primeira (3,46%) e tomate (1,23%). Em contrapartida, oito itens registraram queda, com destaque para o arroz agulhinha (-37,78%), açúcar cristal (-18,16%), leite integral (-13,68%) e batata (-12,19%).
No acumulado de 2026, entre dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, cinco produtos tiveram aumento de preço: tomate (27,71%), feijão carioca (15,93%), carne bovina de primeira (0,41%), pão francês (0,11%) e manteiga (0,09%). Já óleo de soja (-11,33%), leite integral (-11,13%), farinha de trigo (-5,40%), banana (-5,33%), açúcar cristal (-5,06%), batata (-4,66%), café em pó (-3,83%) e arroz agulhinha (-3,25%) apresentaram queda.
Com o salário mínimo de R$ 1.621,00 em fevereiro de 2026, o trabalhador de Campo Grande precisou trabalhar 105 horas e 54 minutos para adquirir a cesta básica. Em janeiro, o tempo necessário era de 106 horas e 19 minutos. No mesmo período do ano passado, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, eram necessárias 112 horas e 10 minutos de trabalho.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador precisou comprometer 52,04% da renda para comprar a cesta básica em fevereiro. Em janeiro, o percentual era de 52,25%. Já em fevereiro de 2025, o comprometimento da renda chegava a 55,12%.






