Crime aconteceu em 2020; réu perseguiu a vítima durante tentativa de fuga e ainda terá de pagar R$ 30 mil à família
Um comerciante foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão pelo assassinato de um homem durante uma discussão relacionada a uma dívida de aproximadamente R$ 5 mil, em Corumbá. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri, que reconheceu duas qualificadoras no homicídio: motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O crime aconteceu em fevereiro de 2020. Segundo a acusação, a dívida era referente à compra de um imóvel e vinha sendo paga por meio da retirada de mantimentos em um estabelecimento comercial.
Na ocasião, houve uma discussão depois que o comerciante se recusou a permitir que a dívida fosse abatida com a retirada de carnes do estabelecimento. A situação terminou com disparos contra a vítima, que estava desarmada.
Ainda segundo a acusação, mesmo depois que o homem tentou fugir pela rua, o comerciante o perseguiu e efetuou novos disparos. A perícia apontou que a vítima foi atingida pelas costas.
Durante o julgamento, a defesa alegou legítima defesa e afirmou que a vítima teria levado a mão à cintura como se fosse sacar uma arma. A versão, porém, não foi aceita pelos jurados. A acusação apresentou elementos da perícia e imagens de câmeras de segurança que indicaram que a vítima estava desarmada e foi baleada enquanto tentava escapar.
O réu chegou a ficar foragido por quase cinco anos. Após ter a prisão preventiva decretada em março de 2020, ele foi localizado somente em janeiro de 2025, na Paraíba.
Antes do julgamento, a defesa também tentou conseguir prisão domiciliar sob a alegação de que o acusado tinha um quadro depressivo grave. O pedido não foi aceito, e ele permaneceu preso até o julgamento.
Além da pena de prisão, o comerciante terá de pagar R$ 30 mil à família da vítima como reparação por danos morais. A sentença determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado.






