O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), grupo dedicado a pensar a segurança dentro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br) lançou uma versão atualizada de sua cartilha sobre segurança, com dois volumes dedicados à educação contra golpes e contra fraudes online.
Eles destacam, em linguagem fácil e acessível, a dinâmica dos golpes mais relevantes aplicados atualmente, detalhados e baseados em pesquisa prévia, métricas que remetem à publicidade para a internet e ao uso de dados vazados.
Notícias relacionadas:ECA digital e julgamento nos EUA contribuem para internet mais segura .Edital apoiará proteção de crianças e adolescentes na internet.As publicações “Golpes: Não se Deixe Enganar”e “Golpes: Evite Fraudes” são complementares e oferecem abordagem didática sobre as táticas utilizadas pelos golpistas, além de dicas de prevenção.
“É fundamental capacitar as pessoas a perceberem os sinais de um possível golpe, questionarem a veracidade das informações e utilizarem os recursos de proteção disponíveis. Nossos guias oferecem dicas simples e claras para que as pessoas possam tomar decisões informadas e se proteger no ambiente digital”, afirma Cristine Hoepers, gerente-geral do CERT.br.
O primeiro volume é voltado para a educação da capacidade crítica do internauta, com passos para identificar os sinais de um golpe antes que ele se concretize, a partir de três passos: “Desconfie. Informe-se. Verifique”.
Orienta ainda os internautas sobre a capacidade atual dos golpistas, refinada por vazamentos de dados em larga escala e pelo uso de ferramentas de inteligência artificial, com destaque para aqueles que criam imagens e sons verossímeis, os deepfakes.
Já a publicação “Golpes: Evite Fraudes”, tem foco voltado para as ações práticas que o usuário pode tomar para se proteger.
São técnicas de proteção de dados e contas online, atenção a links e sites fraudulentos, alguns com origem em sites de verdade ou em redes sociais, além de dicas para conferir se transações estão sendo feitas para instituições sérias.
Além disso, para evitar que golpistas abram contas bancárias ou empresas falsas em nome da vítima, o guia recomenda o uso de ferramentas gratuitas, como o BC PROTEGE+, do Banco Central, e a Proteção do CPF, do Portal Nacional da Redesim.
Os materiais completos podem ser acessados gratuitamente em https://cartilha.cert.br/fasciculos/.