O roteiro parece até ficção, mas veio com carimbo oficial. O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) prendeu o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, em Orlando, na Flórida — não por espionagem digna de cinema, mas por “questões migratórias”.
A informação foi confirmada pela Polícia Federal, que soube da prisão por volta do meio-dia (horário de Brasília). Ramagem foi levado a um centro de detenção, enquanto o governo brasileiro tenta entender os próximos capítulos — incluindo o inevitável “retorno ao Brasil”.
Ex-chefe da inteligência brasileira, Ramagem agora enfrenta um problema bem menos sofisticado: situação migratória irregular. Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a prisão é resultado de cooperação internacional no combate ao crime organizado — o que, convenhamos, não combina muito com quem tentava escapar da Justiça.
O ex-diretor da Abin deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele é apontado como integrante do núcleo central da trama que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
Agora, ao que tudo indica, a fuga terminou na fila da imigração — e sem prioridade.