Entre as principais medidas estão o bloqueio químico com bomba costal motorizada e a Borrifação Residual Intradomiciliar, que agora será aplicada em todos os municípios.
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), iniciou 2026 com ações reforçadas de prevenção à dengue e à chikungunya. A estratégia envolve articulação direta com os 79 municípios, alinhando medidas de controle do mosquito Aedes aegypti e oferecendo suporte técnico para execução de ações integradas em todo o estado.
Entre as principais medidas estão o bloqueio químico com bomba costal motorizada e a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), que agora será aplicada em todos os municípios. Essa técnica consiste na aplicação de inseticida com efeito residual em pontos estratégicos, garantindo proteção por várias semanas.
O coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário, explica que o foco do trabalho é atuar de forma regionalizada e integrada, respeitando a realidade de cada município. “Estamos em contato direto com todas as cidades para alinhar as ações de acordo com as diretrizes nacionais e oferecer apoio técnico contínuo”, afirma.
Monitoramento e novas tecnologias
O estado também está finalizando a implantação das armadilhas ovitrampas, que monitoram com precisão a presença do mosquito, restando apenas nove municípios para concluir essa etapa. Além disso, as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) usam o próprio mosquito como vetor para levar o larvicida a locais difíceis de alcançar, como calhas, telhados e áreas de construção, tornando o controle mais eficiente.
As equipes municipais recebem capacitação constante por meio de reuniões técnicas, treinamentos e encontros online, garantindo atualização e padronização das ações em todos os municípios.
Vigilância epidemiológica
Segundo a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, o acompanhamento do cenário epidemiológico é fundamental. Os registros de dengue neste início de ano estão ligeiramente acima do mesmo período de 2025, e a chikungunya já apresenta transmissão em algumas cidades, reforçando a necessidade de vigilância permanente.
Visitas domiciliares e mutirões
A SES orienta que 100% dos municípios realizem visitas domiciliares, ferramenta principal de prevenção. Durante essas visitas, agentes de combate a endemias e comunitários de saúde orientam os moradores, identificam focos do mosquito e registram situações que necessitam de encaminhamento.
Os mutirões de limpeza também continuam, agora com abordagem estratégica, identificando os depósitos predominantes em cada município, como lixo, caixas d’água, tonéis e fossas. O trabalho é reforçado pelo apoio da Vigilância Sanitária, principalmente em pontos como borracharias e ferros-velhos.
Participação da população
A SES reforça que a prevenção depende do engajamento da população. Segundo a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, ações simples no dia a dia fazem grande diferença. “Limpar quintais, eliminar água parada e manter ambientes organizados fortalece todo o trabalho de prevenção realizado pelo poder público”, afirma.
A recomendação é que cada morador dedique pelo menos 10 minutos por semana para eliminar possíveis focos de água parada, ajudando a reduzir o risco de transmissão da dengue e da chikungunya ao longo de 2026.






