O ex-companheiro disse que Daniele carregava traumas de infância que afetavam seu comportamento emocional e suas relações
Após a prisão de Daniele Santana Gomes, conhecida como ‘Coach Irônica’, o ex-marido, Alisson Gonçalves, afirmou que a influenciadora necessita de tratamento psiquiátrico contínuo, em vez de permanecer no sistema prisional. Daniele está detida desde a última sexta-feira (30), após descumprir uma medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha, conforme apurado pelo TopMídiaNews.
Em declaração pessoal, Alisson disse que Daniele enfrenta há anos graves problemas de saúde mental e que a prisão seria desproporcional diante da natureza do descumprimento, que, segundo ele, se limitou à não exclusão de um vídeo publicado nas redes sociais. “Ela está errada por descumprir uma ordem judicial, mas o que ocorreu foi a não retirada de um vídeo do Instagram. Enquanto isso, mulheres tentam obter medidas protetivas contra agressores reais e não conseguem, e esses homens seguem em liberdade”, declarou.
O ex-companheiro relatou que, ao longo da convivência, percebeu que Daniele carregava traumas profundos desde a infância, que influenciavam diretamente seu comportamento emocional e suas relações interpessoais. Ele afirma que a influenciadora foi vítima de abusos sexuais desde os sete anos, ocorridos no ambiente familiar, e que nunca recebeu acompanhamento terapêutico adequado, o que teria impactado sua vida adulta.
Segundo Alisson, ele presenciou crises emocionais recorrentes, marcadas por perda de controle, impulsividade, confusão mental e episódios de automutilação, em algumas situações exigindo intervenção direta para evitar que Daniele se ferisse gravemente ou colocasse a própria vida em risco. Após esses episódios, ela entrava em estados de sofrimento intenso, acompanhados de arrependimento.
Durante o relacionamento, o ex-marido acompanhou tentativas de tratamento psicológico e psiquiátrico, incluindo consultas médicas, avaliações clínicas, diagnósticos de transtornos psiquiátricos e prescrição de medicamentos. No entanto, Daniele demonstrava resistência em aceitar os diagnósticos e tratamentos indicados, recusando o uso contínuo das medicações e, em determinado momento, chegou a denunciar formalmente um médico por discordar do laudo emitido.
Alisson também afirmou que Daniele desenvolveu mecanismos de fuga da realidade, especialmente ao reviver os abusos sofridos na infância, e que a criação da personagem “Coach Irônica” seria uma forma de expressar enfrentamento e reação às injustiças vividas.
“Hoje não sei como está o acompanhamento dela, pelo fato de estarmos separados. Mas ela é uma pessoa extremamente sensível, marcada por uma trajetória de vida difícil e que precisa de acompanhamento psiquiátrico contínuo, suporte terapêutico especializado e cuidados adequados à sua condição emocional”, concluiu o ex-marido.




