Celulose lidera a pauta e impulsiona crescimento das vendas externas do Estado
Mato Grosso do Sul fechou 2025 com o maior volume de exportações já registrado, totalizando US$ 10,7 bilhões em vendas internacionais. O valor supera o recorde anterior, alcançado em 2023, e representa um crescimento de 7,51% em comparação com 2024.
Os dados constam na Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, elaborada pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com base em informações do sistema ComexStat, do Governo Federal.
A celulose se consolidou como o principal produto da pauta exportadora sul-mato-grossense, respondendo por 28,98% do total embarcado em 2025. O desempenho reflete os investimentos industriais no setor, que seguem ampliando a capacidade produtiva do Estado. Na sequência aparecem a soja, com cerca de 22%, e a carne bovina, com aproximadamente 17% das exportações.
Segundo o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, o resultado foi alcançado mesmo diante de um cenário internacional desafiador. “Houve restrições comerciais importantes, especialmente no mercado americano, mas o Estado conseguiu se adaptar, redirecionar produtos e manter o ritmo de produção, o que permitiu alcançar um novo recorde”, destacou.
A China permaneceu como principal destino das exportações de Mato Grosso do Sul, concentrando 48,57% do total, seguida pelos Estados Unidos.
Na análise regional, Três Lagoas manteve a liderança como maior município exportador, com 19,68% do total, impulsionada pela indústria de celulose. Ribas do Rio Pardo assumiu a segunda posição, com cerca de 11%, superando Dourados e Campo Grande, também em razão do avanço do setor florestal-industrial.
O bom desempenho das exportações foi sustentado pela logística. O Porto de Santos concentrou cerca de 38% do escoamento, seguido por Paranaguá (33%) e São Francisco do Sul (12%). Corumbá respondeu por aproximadamente 5%, com destaque para o transporte de minério.
O setor mineral também registrou resultado expressivo em 2025. Com a manutenção do calado do Rio Paraguai, o Estado exportou mais de 8 milhões de toneladas de minério de ferro, volume recorde.
Já as importações somaram US$ 2,8 bilhões no ano, uma queda de 3,4% em relação a 2024. O gás natural liderou a pauta de compras externas, seguido por máquinas para a indústria de papel e celulose e cobre, refletindo o perfil industrial do Estado.






