Ação cumpre 41 mandados em quatro estados e determina bloqueio de R$ 24 milhões em bens; grupo trazia entorpecentes da Bolívia pela fronteira de Corumbá
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação Capolinea, para desarticular uma organização criminosa transnacional suspeita de trazer drogas da Bolívia para o Brasil e distribuir os entorpecentes em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.
A operação, que tem a participação da FICCO/MS, cumpre 20 mandados de busca e apreensão, 14 de prisão preventiva e sete de prisão temporária. A Justiça também determinou o sequestro e o bloqueio de bens que somam R$ 24 milhões.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Corumbá e são cumpridas nos quatro estados. Além disso, foi autorizada a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para solicitar a localização e a prisão provisória de pessoas procuradas internacionalmente.
As investigações começaram após a análise de um celular apreendido com um integrante do grupo. A partir das informações encontradas no aparelho, os investigadores conseguiram identificar o suposto líder da organização criminosa, que estaria escondido na Bolívia.
Segundo a apuração, o grupo utilizava veículos para transportar os entorpecentes e aliciava pessoas para facilitar o deslocamento das cargas. Uma das remessas foi apreendida em Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, em agosto de 2025.
No período analisado, a organização teria negociado cerca de 24 toneladas de drogas, conforme as investigações.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas e organização criminosa.
A FICCO/MS reúne diferentes forças de segurança e órgãos públicos, entre eles a Polícia Federal, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, a Polícia Civil, as polícias penais estadual e federal, a Secretaria Nacional de Políticas Penais e a Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande.






