Além do frio nos termômetros, o vento deve contribuir para uma sensação térmica ainda mais baixa
A chegada de uma nova frente fria ao Mato Grosso do Sul deve provocar uma queda acentuada nas temperaturas já no início de julho, com possibilidade de sensação térmica abaixo de zero, principalmente na região sul do Estado. Cidades como Dourados e Paranhos, que já têm histórico de frio mais intenso, podem registrar madrugadas congelantes, com formação de geada e termômetros próximos de 0°C.
O avanço desse sistema segue um padrão conhecido da meteorologia. Primeiro, uma área de baixa pressão provoca instabilidade, com aumento de nuvens, chuva e ventos. Na sequência, com a entrada de uma massa de ar polar, a pressão atmosférica sobe, o tempo abre e o frio se intensifica. É justamente esse cenário de alta pressão, com ar seco e céu limpo, que favorece as menores temperaturas, especialmente durante a madrugada.
Além do frio nos termômetros, o vento deve contribuir para uma sensação térmica ainda mais baixa. Rajadas moderadas aumentam a perda de calor do corpo humano, fazendo com que a sensação de frio seja inferior à temperatura registrada, o que pode levar a registros negativos em algumas localidades, sobretudo em áreas abertas.
De acordo com o meteorologista Natalio Abrão, esse tipo de configuração atmosférica é responsável pelos episódios mais severos de frio no Estado. Ele explica que, após a passagem da frente fria, o domínio da alta pressão cria as condições ideais para o resfriamento intenso, principalmente no sul de Mato Grosso do Sul.
A previsão indica que o início de julho deve ficar abaixo da média histórica para o período, o que acende o alerta para impactos na agricultura, com risco de geadas, além de atenção redobrada com a saúde da população, especialmente crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Caso o cenário se confirme, esta pode ser uma das ondas de frio mais intensas dos últimos anos na região.






