Vítima recebeu falsas informações sobre liberação de dinheiro judicial e fez diversas operações bancárias pelo celular
Uma mulher de 55 anos perdeu mais de R$ 64 mil após acreditar em uma falsa promessa de liberação de dinheiro de um processo judicial. O golpe foi aplicado por meio do WhatsApp, em Dourados, e o criminoso teria se apresentado como juiz de direito para convencer a vítima de que ela tinha valores a receber.
A abordagem começou com mensagens de um homem que se identificou como “Luiz Fernando”. Ele demonstrava conhecer dados pessoais da vítima e apresentou informações sobre um suposto processo relacionado à abertura, registro e cumprimento de testamento.
Para tornar a história convincente, o golpista citou órgãos e unidades da Justiça de Mato Grosso do Sul, incluindo a Vara Única de Itaporã. Segundo ele, a ação teria sido favorável à mulher e o dinheiro estaria pronto para ser liberado.
O criminoso então passou a orientar a vítima sobre supostos procedimentos necessários para receber a quantia. Entre as instruções estavam operações realizadas pelos aplicativos bancários. Em determinado momento, ele chegou a mencionar uma falsa audiência virtual e envolveu outro homem na história, apresentado como responsável pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Confiando que estava seguindo determinações legítimas para ter acesso ao dinheiro, a mulher forneceu informações de sua conta e realizou uma série de transações.
Entre as movimentações registradas estão dois pagamentos de R$ 30 mil e R$ 29.990 para uma conta vinculada ao Sicredi. Também foram identificadas operações pela Caixa Econômica Federal, incluindo PIX de R$ 2 mil e R$ 2,7 mil.
Durante todo o contato, o golpista teria mantido a vítima sob orientação constante. Ele dizia que acompanhava o procedimento e chegou a pedir que ela mantivesse os aplicativos bancários fechados, afirmando que o suposto valor seria depositado posteriormente.
A desconfiança surgiu somente depois de a mulher comentar a situação com colegas de trabalho. Ao perceber que havia sido enganada, ela procurou as instituições financeiras para contestar as transações e comunicou o caso à polícia.
Conversas mantidas pelo WhatsApp, comprovantes das operações e extratos bancários foram entregues às autoridades e deverão ser analisados durante a investigação.
O caso foi registrado como estelionato e está sob investigação da Polícia Civil.





