Valor acumulado até julho é o maior da série histórica e indústria responde por 65% das exportações do Estado
Mato Grosso do Sul registrou um novo recorde nas exportações de produtos industriais. Entre janeiro e julho de 2026, o setor movimentou US$ 4,68 bilhões, o maior valor já registrado para o período na série histórica, segundo dados do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul.
Somente em julho, foram US$ 850,5 milhões em produtos industrializados enviados ao exterior. O resultado também é recorde para o mês e representa um crescimento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado.
A indústria respondeu por 65% de toda a receita obtida por Mato Grosso do Sul com as exportações nos primeiros sete meses do ano. Os números reforçam a importância do setor para o comércio exterior e para a economia estadual.
Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado está o de celulose e papel, responsável por US$ 1,83 bilhão das exportações industriais. Na sequência aparece o complexo frigorífico, com US$ 1,69 bilhão, seguido pelos produtos derivados de óleos vegetais, que movimentaram US$ 517 milhões.
Também tiveram participação nas vendas ao exterior os setores de açúcar e álcool, com US$ 209 milhões; extrativo mineral, com US$ 136,7 milhões; e siderurgia, metalurgia e metalmecânica, que somaram US$ 115,7 milhões.
A China foi o principal destino dos produtos industrializados de Mato Grosso do Sul, com compras de US$ 1,63 bilhão entre janeiro e julho. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 453,5 milhões, seguidos pelos Países Baixos, com US$ 270,5 milhões.
Entre os principais produtos enviados ao mercado internacional estão as pastas químicas de madeira, que representam 99,3% das exportações do segmento de celulose e papel.
No complexo frigorífico, as carnes bovinas desossadas e congeladas lideraram as vendas, com 61% de participação, seguidas pelas carnes bovinas refrigeradas, com 17%, e pelos cortes de frango desossados e congelados, com 4%.
Nos produtos derivados da soja, destacaram-se os bagaços e resíduos da extração do óleo, o óleo bruto e as farinhas e pellets. Já no setor sucroenergético, outros tipos de açúcar de cana representaram 80% das exportações do segmento.
Os dados têm como fonte o sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com levantamento atualizado em 11 de agosto de 2026.






