Levantamento da Fiems aponta crescimento de 179% na riqueza gerada pela transformação industrial em dez anos e avanço do setor na economia estadual
A indústria de Mato Grosso do Sul reúne mais de 181 mil trabalhadores e 8,2 mil empresas ativas, consolidando-se como uma das principais forças da economia estadual. Segundo levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), o setor pagou R$ 7 bilhões em salários em 2025 e respondeu por cerca de metade das novas vagas formais abertas entre janeiro e agosto de 2026.
Os números integram uma análise divulgada pela entidade em comemoração aos 49 anos de criação do Estado. Para dimensionar a força do setor, a Fiems compara o total de trabalhadores industriais à população de uma cidade que seria a terceira maior de Mato Grosso do Sul, atrás apenas de Campo Grande e Dourados.
A participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) estadual também cresceu. Em 2002, o segmento representava cerca de 5,5% da economia. Em 2023, chegou a 14,74%, movimentando R$ 23,8 bilhões.
Outro destaque é o Valor da Transformação Industrial (VTI), indicador que mede a riqueza gerada no processamento de matérias-primas. Conforme dados do IBGE, o índice cresceu 179% em Mato Grosso do Sul em dez anos, o maior avanço do país no período, segundo a Fiems.
O desempenho é impulsionado por setores como celulose, frigoríficos, biocombustíveis, etanol de milho e processamento de soja. A expansão dessas atividades também contribui para a geração de empregos, especialmente na construção civil, que recebe investimentos ligados à cadeia florestal.
No comércio exterior, a indústria estadual exportou US$ 7,8 bilhões em 2025. Celulose e papel lideraram as vendas, com US$ 3,1 bilhões, seguidos pelo complexo frigorífico, com US$ 2,5 bilhões. Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações industriais somaram US$ 5,39 bilhões, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a expansão industrial fortalece a economia e amplia as oportunidades para a população. Já o economista-chefe da entidade, Ezequiel Resende, destaca que o processamento de matérias-primas dentro do Estado agrega valor à produção, atrai investimentos e torna a economia sul-mato-grossense mais diversificada.






