Vítima foi atingida por cerca de seis disparos; imagens mostram dois homens entrando no imóvel enquanto um terceiro fazia a cobertura do lado de fora
Um jovem de 21 anos foi morto a tiros dentro de uma residência na região do bairro Taquarussu, em Campo Grande. O crime aconteceu na Rua Madre de Deus e mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Perícia Científica.
A vítima foi encontrada já sem vida dentro de um dos quartos do imóvel. Um exame preliminar apontou cerca de seis perfurações provocadas por disparos de arma de fogo, possivelmente de calibre 9 milímetros. O óbito foi confirmado ainda no local por um médico.
Durante a perícia, foram recolhidos cinco estojos de munição e um fragmento de projétil no quarto onde ocorreu o ataque. O material foi encaminhado para análise e poderá ajudar nas investigações.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pela polícia ajudaram a esclarecer parte da dinâmica do crime. Conforme os registros, três homens usando roupas de frio e toucas caminharam pela rua. Na sequência, dois deles entraram na residência e efetuaram diversos disparos contra o jovem, enquanto o terceiro permaneceu do lado de fora, aparentemente dando cobertura à ação.
Após os tiros, os três suspeitos deixaram o local. Até o fim dos trabalhos realizados na cena do crime, não havia sido possível identificar qual meio de transporte foi utilizado na fuga.
A investigação também localizou outros pontos com câmeras de segurança nas proximidades, que podem contribuir para identificar os envolvidos e reconstruir o trajeto utilizado antes e depois do homicídio. Os equipamentos estão instalados em imóveis da Rua Engenheiro Roberto Mange, mas, até o momento, os investigadores ainda não tiveram acesso às imagens.
Um adolescente que estava no local prestou depoimento como testemunha. O celular da vítima também foi recolhido pela polícia e deverá passar por análise para auxiliar na apuração da motivação e na identificação de possíveis envolvidos.
Após a conclusão dos trabalhos periciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), onde será realizado o exame necroscópico. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.






