Alteração na coluna pode evoluir de forma silenciosa, afetar postura, mobilidade e qualidade de vida; atenção aos sinais é essencial para iniciar tratamento adequado
Um desalinhamento na postura, diferença na altura dos ombros ou uma leve inclinação do tronco podem parecer detalhes simples do corpo, mas também podem ser sinais de escoliose — uma alteração da coluna que pode evoluir de forma silenciosa ao longo dos anos.
O alerta ganha destaque durante o Junho Verde, campanha de conscientização sobre a condição, que reforça a importância da identificação precoce para evitar o agravamento das curvas e ampliar as possibilidades de tratamento.
A escoliose é caracterizada por uma curvatura lateral da coluna associada à rotação das vértebras e pode surgir em diferentes fases da vida, com maior incidência na adolescência. Nessa fase, o crescimento acelerado pode favorecer o surgimento ou a progressão da alteração, muitas vezes sem dor aparente.
Entre os sinais que podem ser observados no dia a dia estão ombros em alturas diferentes, cintura desalinhada, assimetria no tronco, escápulas mais salientes e roupas que não se ajustam de forma igual ao corpo.
Especialistas reforçam que a ausência de dor não descarta o problema. Por isso, a observação da postura e o acompanhamento médico são fundamentais para evitar diagnósticos tardios.
O tratamento varia conforme o grau da curvatura e o estágio de desenvolvimento do paciente, podendo incluir acompanhamento clínico, fisioterapia específica, uso de colete e, em casos mais severos, avaliação cirúrgica.
A orientação é clara: quanto mais cedo a escoliose for identificada, maiores são as chances de controle da evolução e melhor qualidade de vida para o paciente.






