Pesquisadora deixou legado no estudo do tamanduá-bandeira e marcou história na região
A Fazenda Barranco Alto, no Pantanal de Aquidauana, prestou uma homenagem emocionante à zoóloga alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, que morreu no início de julho após um acidente aéreo em Campo Grande.
Em publicação nas redes sociais, a propriedade destacou a trajetória da pesquisadora e a forte conexão construída com o bioma pantaneiro ao longo de mais de uma década. Lydia chegou ao local em 2009, movida pelo interesse no estudo do tamanduá-bandeira, espécie à qual dedicou grande parte da carreira.
Descrita como uma profissional destemida e apaixonada pelo campo, ela acumulou anos de observações e dados inéditos, contribuindo de forma significativa para o entendimento do comportamento e da ecologia da espécie.
Além da atuação científica, Lydia também era reconhecida pela forma acessível com que compartilhava conhecimento. Utilizava diferentes plataformas, como redes sociais, palestras e publicações, para levar ao público curiosidades e descobertas sobre a vida no Pantanal.
Com formação em Zoologia na Alemanha, ela desenvolvia pesquisas voltadas à conservação de mamíferos e integrava grupos internacionais ligados à ecologia tropical e à bioacústica. Seu trabalho a colocou entre as principais especialistas no estudo do tamanduá-bandeira no mundo.
A pesquisadora seguia para a fazenda onde realizava estudos quando a aeronave de pequeno porte em que estava caiu pouco após a decolagem, na capital sul-mato-grossense. O avião atingiu uma área de mata e explodiu. O piloto também morreu.
As circunstâncias do acidente ainda são investigadas pelas autoridades competentes. Um relatório preliminar aponta perda de controle durante a subida inicial, mas a conclusão definitiva depende das análises finais.
Nas homenagens, fica o reconhecimento de uma trajetória marcada pela dedicação à ciência e pelo amor ao Pantanal.






