Criança que morava com a avó em Ponta Porã foi levada para Pedro Juan Caballero e segue internada com ferimentos pelo corpo
Um caso de violência contra uma criança de seis anos chamou a atenção de moradores da fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai. A menina, que tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), está internada em um hospital de Pedro Juan Caballero depois de ser encontrada com diversos ferimentos pelo corpo. O padrasto dela, de 23 anos, foi preso durante a investigação.
A criança morava com a avó paterna em Ponta Porã e teria sido levada pela mãe para passar o fim de semana no Paraguai. Conforme as informações apuradas pelas autoridades, durante o período em que esteve no país vizinho, a menina ficou sob os cuidados do padrasto.
Depois, a criança precisou ser levada às pressas para atendimento médico. Os profissionais de saúde identificaram lesões em diferentes regiões do corpo, incluindo rosto, costas, pescoço, braços e tórax, além de outras marcas que serão analisadas durante a investigação.
Por causa do estado de saúde e da necessidade de acompanhamento, a menina permanece internada recebendo cuidados da equipe médica.
O caso chegou às autoridades depois que a mãe encontrou a filha machucada e procurou atendimento. Durante os procedimentos iniciais, a criança teria apontado o padrasto como responsável pelas agressões.
O suspeito se apresentou à polícia acompanhado de um advogado e acabou preso por determinação do Ministério Público do Paraguai. Ele permanece à disposição da Justiça enquanto o caso segue sendo apurado.
Família pede retorno da menina ao Brasil
Em Ponta Porã, a avó paterna acompanha a situação com preocupação e aguarda a recuperação da neta para tentar o retorno dela ao Brasil.
Segundo familiares, a criança tinha uma rotina de cuidados acompanhada pela avó, incluindo acompanhamento escolar e atenção às necessidades relacionadas ao autismo.
A família agora espera que os órgãos de proteção à infância acompanhem o caso e auxiliem nas decisões sobre a guarda e os próximos passos após a alta médica.
A investigação continua para esclarecer como as agressões aconteceram e definir a responsabilidade dos envolvidos.






