Recém-nascida desapareceu em Campo Grande e mobilização ganhou alcance nacional; autoridades pedem ajuda para localizar a bebê
O desaparecimento da recém-nascida Ayla Emanuelly passou a mobilizar também o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A pasta divulgou um alerta, inclusive em seus canais oficiais nas redes sociais, para ampliar as buscas e tentar localizar a bebê, desaparecida desde quinta-feira (6), em Campo Grande.
A publicação apresenta a fotografia e informações de Ayla, além de pedir que qualquer pessoa que tenha conhecimento sobre seu paradeiro comunique imediatamente as autoridades. Com a entrada do Ministério da Justiça na mobilização, o alerta ultrapassa Mato Grosso do Sul e ganha alcance nacional.
A divulgação de casos envolvendo crianças desaparecidas integra a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. O Ministério também coordena o Alerta Amber, ferramenta que veicula cartazes no Facebook e no Instagram para usuários próximos ao local do desaparecimento durante as primeiras 24 horas de ativação. O mecanismo é reservado a ocorrências recentes, involuntárias e com indícios de risco iminente. Entenda como funciona o Alerta Amber.
Versão inicial foi alterada
Ayla desapareceu após sair com a mãe, uma adolescente de 17 anos, e a tia, de 13. Inicialmente, as duas relataram que teriam sido vítimas de sequestro e mantidas presas em uma residência.
Durante os depoimentos, porém, as adolescentes teriam mudado a versão e admitido que o sequestro narrado inicialmente não ocorreu. A Polícia Civil passou a investigar as circunstâncias em que a criança teria sido entregue a terceiros e se o caso possui relação com uma suposta dívida atribuída ao pai da bebê.
As hipóteses ainda estão sob apuração e não há confirmação sobre quem recebeu a recém-nascida ou onde ela estaria. O caso é investigado pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Buscas continuam
Apesar da reviravolta nos depoimentos, a prioridade permanece sendo encontrar Ayla e garantir que ela esteja em segurança. A Polícia Civil trabalha para identificar todos os envolvidos, reconstruir o trajeto da criança e esclarecer as responsabilidades.




