Homem foi abordado pela PRF na BR-267, em Nova Casa Verde, e apresentou versões diferentes sobre o destino do veículo
Um homem de 38 anos foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na manhã desta segunda-feira (5), durante uma fiscalização na BR-267, no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina. Ele estava em um carro com sinais de adulteração no chassi, motor e em outros elementos de identificação.
A abordagem aconteceu por volta das 10h, no km 129 da rodovia. O homem estava acompanhado da esposa, também de 38 anos, quando foi parado pelos policiais.
Durante a fiscalização, os agentes identificaram alterações nos sinais de identificação do veículo. As características aparentavam corresponder a um Hyundai HB20S 1.6M Comfort, ano 2016/2016, registrado em nome de um morador de Colíder, no Mato Grosso.
A suspeita aumentou depois que o proprietário registrado informou aos policiais que o veículo original continuava em sua posse, em Colíder. Ele enviou fotografias do automóvel, incluindo imagens da placa, que foram comparadas com o carro abordado na rodovia.
As consultas realizadas pelos policiais também apontaram registros recentes de circulação associados à placa em Brasília (DF), Itaquaquecetuba (SP) e Nova Andradina.
Durante a abordagem, o motorista afirmou inicialmente que levaria o veículo para a casa de um tio em Ponta Porã. No entanto, não soube informar o endereço nem indicar exatamente onde o homem morava.
Depois, conforme o registro da ocorrência, ele teria contado aos policiais que receberia R$ 2,7 mil pelo transporte do carro. O combinado seria deixar o veículo na rodoviária de Ponta Porã, onde outra pessoa faria a retirada. O pagamento seria feito somente após a entrega.
A esposa do motorista afirmou que apenas o acompanhava na viagem e que não sabia de qualquer irregularidade envolvendo o automóvel. Ela foi ouvida como testemunha e não recebeu voz de prisão.
Diante dos indícios encontrados, o motorista foi preso e levado, junto com a esposa e o veículo, para a Delegacia de Polícia de Nova Andradina. A prisão em flagrante foi formalizada por suspeita de adulteração de sinal identificador de veículo.
O automóvel ficou apreendido e deverá passar por perícia para identificar os sinais originais e esclarecer a procedência do carro. A investigação também deve apurar quem solicitou o transporte e qual seria o destino final do veículo.






