Aleksandro de Souza, de 49 anos, matou a servidora pública aposentada Leiza Ávila Ferraz, de 59 anos, que ficou 13 dias desaparecida até os restos mortais serem localizados pela polícia no dia 15 de outubro, na cidade de Nioaque, a 184 km de Campo Grande. Aleksandro era pedreiro e aproveitou a confiança que a vítima tinha nele para cometer o crime. Ele está preso desde o dia 10 de outubro.
Segundo a Polícia Civil, no dia 2 de outubro deste ano familiares da vítima foram até a delegacia para noticiar o desparecimento da servidora pública aposentada. Conforme os familiares, a última vez que haviam mantido contato com Leiza foi no dia 01/10, através de mensagens via whatsapp, cujo teor dizia que teria ido a Campo Grande com um amigo. Desde então, nem as mensagens e nem ligações feitas a ela estavam sendo completadas.
Logo após o registro do Boletim de Ocorrência, a Polícia Civil iniciou as investigações e passou a coletar evidências e entrevistar testemunhas. No local verificou-se que todos os objetos pessoais de Leiza, como óculos de grau, documentos pessoais e cartões bancários, estavam em sua residência, exceto seu aparelho celular.
As investigações apontaram que Leiza não saiu da cidade e que possivelmente outra pessoa se passava por ela para encaminhar mensagens via WhatsApp para a família dela. Os levantamentos feitos pela Polícia Civil os levaram a residência de Aleksandro, que fica próximo da casa da vítima.
Na casa do indivíduo foi localizado um carregador de celular totalmente compatível em marca, modelo e número de série ao do celular da vítima. Diante da suspeita, foram representados judicialmente pela busca e apreensão e prisão temporária do suspeito.
Ao ser questionado, em um primeiro momento, Aleksandro afirmou que teria ajudado a esconder o corpo da vítima e apontou outros suspeitos que teriam ceifado a vida dela com objetivo patrimonial e que teria apenas ajudado em troca de uma dívida. O indivíduo indicou o local onde teria deixado o corpo de Leiza.
Lá, os policiais civis encontraram sinais de incineração, com alguns fragmentos de ossos. A perícia técnica foi acionada e verificou-se que se tratava de ossada humana. Foi coletado material para análise e confronto de DNA e, embora o exame de confronto genético (DNA) ainda não ter sido concluído, o laudo necroscópico realizado concluiu que a arcada dentária e próteses dentárias encontradas são totalmente compatíveis com os prontuários de tratamentos odontológicos da vítima.
Conforme as investigações foram avançando, a Polícia Civil verificou diversas contradições apresentadas por Aleksandro, que ao ser confrontado confessou ter agido sozinho, com intenção patrimonial, pois acreditava que a vítima tinha dinheiro em sua casa, e valendo-se da relação de confiança que ela tinha por ele, tendo em vista que ele já havia realizado serviços de pedreiro para ela e então a surpreendeu em sua residência, a amarrou e a amordaçou, momento em que ela foi à óbito, por alguma causa desconhecida por Aleksandro.
O autor confessou ainda que, munido das senhas do celular e do aplicativo bancário de Leiza realizou um “pix” para a sua conta e em seguida levou o corpo dela em seu veículo para o local de coleta de lixo, onde ateou fogo para ocultar o cadáver.
Ainda de acordo com ele, após deixar o corpo da vítima no aterro sanitário, foi até a sua residência, pegou o celular da vítima, se passando por ela, e encaminhou mensagens para os familiares dela e para ele mesmo, com o objetivo de encobrir vestígios.
Após alguns dias, ele escondeu o celular no interior de um pilar de concreto de uma obra em que prestava serviço. A equipe de investigação deslocou até o local indicado por Aleksandro e, com ajuda de ferramentas apropriadas, localizou o aparelho celular da vítima.
Apesar de o suspeito negar que tenha matado Leiza, afirmando que ela foi a óbito por algum mal súbito, a versão apresentada não condiz com os elementos de prova colhidos pela Polícia Civil, que acredita que a morte tenha ocorrido por asfixia mecânica, razão pela qual o indivíduo foi indiciado pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver. Ele teve a prisão temporária convertida em preventiva e permanece custodiado em regime fechado.






