A Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), revelou um suposto esquema criminoso que, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), movimentou mais de R$ 27 milhões em contratos públicos para aquisição de livros paradidáticos, além de fraudes envolvendo a regulação de exames, cirurgias e vagas hospitalares na rede pública estadual.
Ao todo, a Justiça expediu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás. As investigações apontam que empresários, agentes públicos e intermediários integrariam uma organização criminosa especializada em fraudar licitações, praticar corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública.
Até o momento, os seguintes investigados tiveram as prisões divulgadas pela imprensa:
- Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior (Junior Vasconcelos), ex-prefeito de Fátima do Sul;
- Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde (SES);
- Jéssyka Duarte Burgatt, filha de Ed Carlo;
- Rossana Paroschi Jafar, cirurgiã-dentista e empresária;
- Olívia Paroschi Jafar, médica e empresária;
- Felipe Paroschi Jafar, servidor comissionado da Agesul;
- Paulo Rogério de Melo, empresário;
- Douglas Henrique de Melo, empresário;
- Gabriel Taquino de Paula, advogado;
- Geancarlos Leal de Freitas, advogado;
- Marcio de Souza, servidor da Prefeitura de Porto Murtinho, preso em flagrante por porte irregular de arma de fogo durante o cumprimento dos mandados.
Francisco Anízio dos Santos – empresário
Os demais investigados ainda não tiveram suas identidades oficialmente confirmadas pelas autoridades.
Defesa de Heyder Bartz
Também nesta quinta-feira (9), a advogada Beatriz Pontes Navarini, que representa o investigado Heyder Bartz, divulgou nota pública afirmando que a defesa ainda não teve acesso formal à decisão judicial que teria decretado a prisão preventiva do cliente, razão pela qual afirma desconhecer os fundamentos da medida.
Segundo a nota, a defesa já manteve contato voluntário com os agentes responsáveis pela investigação, colocando Heyder Bartz integralmente à disposição da Justiça para colaborar com as apurações e prestar todos os esclarecimentos necessários. Ainda conforme o documento, foi informado que eventual intimação ocorreria posteriormente.
A advogada também destaca que o investigado confia no devido processo legal e na apuração dos fatos, sustentando que eventuais excessos ou equívocos poderão ser esclarecidos perante o Poder Judiciário.
As investigações da Operação Gutenberg seguem em andamento e o Ministério Público afirma que novas fases ou desdobramentos não estão descartados.






