Após a repercussão negativa do trânsito caótico no show do Guns N’ Roses, em Campo Grande, o organizador do evento, Valter Júnior, se manifestou publicamente e atribuiu os principais problemas a fatores externos.
Em posicionamento divulgado nas redes sociais, ele afirmou que o planejamento foi feito ao longo de meses, com participação de órgãos como a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e entidades reguladoras.
“Foram meses de planejamento, diversas reuniões junto à PRF e aos órgãos reguladores, buscando organizar tudo da melhor forma possível”, declarou.
Culpa em fatores externos
Valter Júnior reconheceu as dificuldades, mas destacou que parte dos problemas foge do controle da organização.
“Ainda assim, enfrentamos dificuldades em relação a fatores externos, sobre os quais não temos autonomia, como a grande quantidade de ambulantes e estacionamentos clandestinos ao longo da rodovia”, afirmou.
Apelo ignorado e atraso estratégico
Segundo ele, houve insistência para que o público chegasse mais cedo ao evento, justamente para evitar o acúmulo de veículos no horário de pico.
“Reforçamos a comunicação com o público, pedimos, e quase imploramos, para que chegassem mais cedo”, disse.
O organizador também confirmou que o atraso no início do show foi proposital.
“Conseguimos segurar a banda por 1h30 para permitir que o maior número possível de pessoas acessasse a área do evento”, explicou.
“Dentro, foi impecável”
Valter ainda defendeu a operação interna do evento, afirmando que, apesar do caos no entorno, o público que conseguiu entrar viveu uma experiência positiva.
“Dentro do espaço, tudo aconteceu de forma impecável. Quem esteve presente pôde viver um momento único”, declarou.
Recado final e aposta na cidade
Ao final, o organizador reconheceu as limitações e reforçou que acredita no potencial de Campo Grande para eventos de grande porte.
“É muito difícil controlar o que está fora do nosso alcance. Sigo acreditando na nossa cidade e tenho certeza de que demos um pequeno, mas importante, passo”, concluiu.






