Plano prevê ampliar a malha pavimentada e integrar rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos
Mato Grosso do Sul entra em uma nova etapa de expansão da infraestrutura, com foco em melhorar os deslocamentos, reduzir gargalos e ampliar o acesso da produção aos mercados. Entre 2023 e 2025, mais de R$ 2 bilhões foram investidos em rodovias estaduais, com 1.153 quilômetros pavimentados e outros 517 quilômetros restaurados.
A estratégia prevista no Plano de Governo 2027–2030, apresentado pelo governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, é ampliar ainda mais essa estrutura. A meta é chegar a 6.660 quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas até 2030, fazendo com que mais da metade da malha tenha pavimentação.
Para os próximos anos, estão previstos R$ 3,1 bilhões em investimentos rodoviários. O planejamento também inclui a substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto, melhorias no Pantanal e ações voltadas à manutenção e segurança das estradas.
Mas a proposta vai além do asfalto. O Estado pretende integrar rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos em uma mesma estratégia logística.
Aeroportos ganham espaço
No setor aéreo, 27 obras em aeródromos foram concluídas entre 2023 e 2026. O Plano Aeroviário Estadual reúne 64 obras e serviços, com investimentos superiores a R$ 366 milhões.
A carteira inclui melhorias em pistas, balizamento noturno, terminais de passageiros e novos aeródromos. A intenção é ampliar a aviação regional e fortalecer setores como turismo, negócios e atração de investimentos.
O planejamento também prevê a elaboração do Programa Estadual de Logística e Transportes, o PELT, para organizar a expansão dos diferentes modais e melhorar a ligação entre polos produtivos, centros urbanos e mercados consumidores.
Rota Bioceânica no centro da estratégia
Entre os projetos considerados estratégicos está a Rota Bioceânica, que deve ampliar a ligação de Mato Grosso do Sul com outros países da América do Sul e abrir novas possibilidades para o escoamento da produção.
A proposta também considera a concessão da Rota da Celulose e a manutenção permanente das rodovias como parte de uma rede logística mais ampla.
Além da expansão, o plano inclui medidas para aumentar a resistência da infraestrutura aos impactos das mudanças climáticas.
A meta do próximo ciclo é transformar os investimentos em uma rede integrada, capaz de melhorar o transporte de cargas, facilitar o deslocamento da população e ampliar a competitividade de Mato Grosso do Sul.
Até 2030, o Estado pretende alcançar 6.660 quilômetros de rodovias pavimentadas e fortalecer a integração entre diferentes modais de transporte, com reflexos esperados na economia e na circulação de pessoas e mercadorias.






