Diante de condições climáticas extremas e de temporais que afetam o estado do Rio de Janeiro, a Marinha acionou pela primeira vez a Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (Frida) do Corpo de Fuzileiros Navais. A operação foi empregada para apoiar o Norte Fluminense após fortes chuvas.
A Frida foi criada em dezembro passado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo é trabalhar em coordenação com a Defesa Civil para reduzir os impactos causados por eventos extremos.
Notícias relacionadas:Risco de deslizamento põe 30 cidades paulistas em estado de atenção.Defesa Civil de SP retoma gabinete de crise após previsão de chuvas.A Frida atuou, no último sábado (7), nos municípios de Cantagalo e Porciúncula oferecendo apoio humanitário, com ênfase na retirada de detritos e recomposição das vias públicas, restabelecimento de acessos e suporte direto às comunidades isoladas.
Em Porciúncula, segundo a prefeitura da cidade, 1.090 moradores foram diretamente impactados pelo temporal no sábado.
Além do reforço da Marinha, a prefeitura diz que as equipes municipais atuam em ações emergenciais de limpeza, recuperação da infraestrutura e apoio às famílias afetadas. O Governo do Estado anunciou o envio de maquinários para apoio às operações e a análise de medidas voltadas ao atendimento das pessoas diretamente atingidas pelas enchentes.
Já Cantagalo está em situação de emergência desde o último dia 6, em razão dos danos causados pelas fortes chuvas, especialmente nos distritos de Euclidelândia e Boa Sorte.
A prefeitura da cidade informou que segue atuando de forma integrada, com apoio do Governo do Estado, priorizando a segurança da população e o atendimento às pessoas afetadas.
Uma das rotas afetadas no município foi RJ-152. Também no último dia 6, a prefeitura informou que foi feito um desvio na rota, liberando o fluxo apenas para veículos leves.
Atuação da Frida
De acordo com a Marinha, um grupo de 120 militares chegou ao Norte Fluminense, seis horas e 30 minutos depois de acionada, no sábado.
Em um primeiro momento, segundo a Marinha, foram empregadas 24 viaturas especializadas, tratores e retroescavadeiras, além de recursos tecnológicos avançados, como drones capazes de operar sob condições climáticas adversas em observação aérea de regiões afetadas.
A tropa ficará, alojada provisoriamente na Escola Municipal Elestar Caetano Mendes, na região de Euclidelândia, conforme informou a Marinha.
Previsão do tempo
Praticamente todo o estado do Rio de Janeiro está em área de perigo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A previsão, até o fim desta terça-feira (10), é de chuva intensa, com volume entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos de 60 a 100 quilômetro por hora (km/h), com risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
A orientação do instituto é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
Se possível, desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia. Ficar atento às informações oficiais e, em caso de necessidade, acionar Defesa Civil (telefone 199) e Corpo de Bombeiros (telefone 193).
*Colaborou Ana Cristina Campos
