Candidato ao Senado afirma que medida poderia liberar recursos de MS para outras áreas, como habitação
O candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL) defende que a União assuma os custos de presos envolvidos em crimes transnacionais, como tráfico internacional de drogas e armas. Segundo ele, Mato Grosso do Sul gasta cerca de R$ 280 milhões por ano com essa população carcerária.
Na avaliação do candidato, a mudança permitiria ao Estado direcionar recursos atualmente destinados ao sistema prisional para outras áreas. Entre os exemplos citados por Reinaldo está a habitação. Ele afirma que o valor poderia ser suficiente para viabilizar cerca de 7 mil moradias.
A proposta está relacionada à posição de Reinaldo de ampliar a participação do governo federal na segurança das fronteiras de Mato Grosso do Sul. O Estado faz divisa com Paraguai e Bolívia e é uma das principais rotas de entrada de drogas no país.
Durante a campanha, o candidato também tem defendido maior presença de órgãos federais, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, além de investimentos em tecnologia, equipamentos e efetivo para o trabalho na região de fronteira.
Reinaldo também cita uma ação judicial movida pelo Estado contra a União para cobrar o ressarcimento de despesas relacionadas ao custeio de presos ligados ao tráfico. A ação tramita no Supremo Tribunal Federal.
O candidato usa como referência os investimentos realizados durante os oito anos em que esteve à frente do governo de Mato Grosso do Sul. Segundo dados apresentados por sua campanha, nesse período foram entregues, contratadas ou regularizadas moradias para mais de 33 mil famílias.
Entre os programas citados está o Lote Urbanizado, que prevê a entrega do terreno com a estrutura inicial da construção e infraestrutura para que a família conclua a casa. O modelo também foi apresentado pelo então governo estadual como uma alternativa para ampliar o acesso à moradia.
Na área de segurança, Reinaldo também cita ações realizadas durante seus dois mandatos como governador e afirma que pretende levar essa experiência para o Senado caso seja eleito.
A proposta para a área habitacional, segundo o candidato, é buscar mais recursos federais para reduzir o déficit de moradias no Estado. Já na segurança, a prioridade defendida é ampliar a participação da União no combate aos crimes que atravessam as fronteiras nacionais.




