Doença pode causar complicações graves; vacinação e atendimento médico precoce estão entre as principais formas de prevenção
A meningite pode começar com sintomas comuns, como febre e dor de cabeça, mas alguns sinais indicam que é necessário procurar atendimento médico com urgência. A doença, que pode ser provocada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes, exige atenção principalmente nos casos bacterianos, que podem evoluir rapidamente e levar a complicações graves.
Neste 5 de outubro, Dia Mundial de Combate à Meningite, o alerta é para a importância de reconhecer os sintomas, manter a vacinação em dia e não esperar o agravamento do quadro para buscar ajuda.
Entre as meningites bacterianas estão aquelas causadas pelo meningococo, pneumococo e Haemophilus influenzae tipo B (Hib). Dependendo do agente e da gravidade da infecção, podem ocorrer sequelas neurológicas, perda de audição, alterações na visão e até morte.
A meningite meningocócica merece atenção especial porque a bactéria também pode chegar à corrente sanguínea e provocar a chamada meningococcemia. Nesse quadro, o paciente pode apresentar queda da pressão arterial, choque e sepse. Manchas arroxeadas na pele também podem aparecer e são consideradas um sinal de alerta.
Quais sintomas exigem atenção?
Os sintomas podem variar conforme a causa e a idade do paciente. Entre os sinais mais conhecidos estão febre, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e alterações no estado de consciência.
Em crianças pequenas, os sinais podem ser menos específicos. Irritabilidade, sonolência excessiva, recusa para se alimentar e alterações no comportamento também devem ser observados.
A recomendação é procurar atendimento médico diante de uma combinação de sintomas ou quando houver piora rápida do quadro. Nos casos suspeitos, a avaliação clínica e os exames laboratoriais ajudam a identificar a doença e determinar o tratamento adequado.
Quando há indicação médica, a punção lombar pode ser realizada para analisar o líquor e auxiliar na identificação do agente causador.
Tratamento não deve esperar
Nas meningites bacterianas, o tempo é um fator importante. A doença pode apresentar uma piora rápida, inclusive em pacientes que inicialmente parecem estar em boas condições.
Por isso, quando existe suspeita clínica, o tratamento com antibióticos pode ser iniciado antes mesmo da confirmação definitiva da causa. A medida busca reduzir o risco de complicações e de morte.
A orientação é não tentar tratar os sintomas em casa ou esperar que o quadro desapareça sozinho quando houver sinais de alerta.
Vacinação é principal forma de prevenção
A vacinação é uma das principais estratégias para reduzir o risco das formas bacterianas da meningite. Como diferentes bactérias podem causar a doença, são necessárias vacinas diferentes para ampliar a proteção.
No calendário de vacinação do SUS, estão disponíveis imunizantes contra meningococo, pneumococo e Haemophilus influenzae tipo B.
A vacina meningocócica C faz parte da rotina infantil, com doses previstas aos 3 e 5 meses de idade. A meningocócica ACWY é indicada como reforço, preferencialmente aos 12 meses, e também para adolescentes de 11 a 14 anos.
A proteção contra pneumococo e Hib também está incluída na vacinação de rotina das crianças.
Por isso, pais e responsáveis devem conferir a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso alguma dose esteja atrasada. Manter o calendário atualizado é uma forma de reduzir o risco de infecções e, principalmente, de casos graves.
Mato Grosso do Sul teve oito mortes em 2026
A meningite também é acompanhada pela vigilância epidemiológica em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde em maio deste ano apontavam 34 casos confirmados e oito mortes até a Semana Epidemiológica 17.
Os óbitos foram registrados em Campo Grande, Corumbá e Dourados. Os casos envolviam diferentes agentes causadores, entre vírus, bactérias e fungos.
Segundo a Secretaria de Saúde, os registros não apresentavam vínculo epidemiológico e não configuravam surto.
A orientação, portanto, é manter a vacinação atualizada e ficar atento aos sinais da doença. Febre acompanhada de dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, alteração de consciência ou manchas arroxeadas na pele exige avaliação médica rápida.






