Investigação aponta planejamento, divisão de tarefas e pagamento para execução; Ministério Público também cita participação de outras pessoas ainda não identificadas
A morte de Vitor Orsini, de 19 anos, assassinado a tiros dentro de uma garagem de veículos em Dourados, ganhou novos detalhes com o avanço do processo na Justiça. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou cinco adultos pelo crime e aponta que a ação teria envolvido planejamento, divisão de funções e pagamento pela execução.
De acordo com a denúncia, o grupo teria contado ainda com a participação de outras pessoas que ainda não foram identificadas. A investigação descreve diferentes etapas da ação, desde a preparação e obtenção de um veículo até a execução e a fuga.
Claudio Henrique de Arruda, Marcos Antônio Olmedo Vera e Jeferson Lopes são apontados como envolvidos no planejamento do crime. Segundo o Ministério Público, Claudio teria sido responsável pela motivação financeira. Denis Barbosa de Melo é acusado de ser o atirador, enquanto Alexsander Gonçalves Borges teria conduzido a motocicleta utilizada na ação.
A denúncia sustenta que Vitor foi morto por engano, já que o alvo pretendido pelo grupo seria outra pessoa. Por isso, o Ministério Público também considera a circunstância de “erro sobre a pessoa” na acusação.
Os cinco respondem por homicídio qualificado. Entre as circunstâncias apontadas estão a motivação considerada torpe, a dificuldade de defesa da vítima e o uso de arma de fogo de uso restrito.
Além do homicídio, parte dos denunciados também responde por associação criminosa e corrupção de menores. Marcos Vera ainda é acusado de posse ilegal de arma e participação no furto de uma motocicleta, enquanto Denis responde também por ameaça.
Claudio, Denis e Alexsander estão presos preventivamente na Penitenciária Estadual de Dourados. Marcos Vera e Jeferson Lopes são considerados foragidos. Segundo o Ministério Público, Denis e Alexsander confessaram participação no crime durante o depoimento, enquanto Claudio permaneceu em silêncio.
O adolescente apontado como participante da ação responde em procedimento separado, conforme prevê a legislação para menores de idade.
Próximos passos
A denúncia ainda precisa ser recebida pela Justiça. Caso isso aconteça, começa a fase de instrução do processo, com depoimentos, produção de provas e demais diligências.
Somente depois dessa etapa os acusados poderão ser pronunciados e, se houver decisão nesse sentido, levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O Ministério Público pediu que os cinco sejam submetidos ao júri e também solicitou a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil em caso de condenação.
A investigação também pode avançar sobre a possível participação de outras pessoas citadas na denúncia, mas que ainda não foram identificadas formalmente.






