Cortejo levou o corpo de Gilmar Francisco Joaquim, de 38 anos, de volta à comunidade Terena onde ele vivia
A Aldeia Ipegue, em Aquidauana, se reuniu ontem (10) para se despedir de Gilmar Francisco Joaquim, de 38 anos, conhecido na comunidade como “Foguinho”. Indígena do povo Terena, ele morreu depois de ser violentamente agredido durante a madrugada de domingo (9), em Campo Grande.
O retorno do corpo à comunidade foi marcado pela presença de familiares, amigos e moradores, que acompanharam o cortejo até a aldeia. O caixão foi levado em uma viatura do Prevfogo e seguido por carros, motocicletas e pessoas que fizeram questão de caminhar ao lado de Gilmar em sua última passagem pela comunidade.
A morte aconteceu no Beco das Cordas, no bairro Tiradentes. Gilmar foi encontrado caído, com ferimentos graves no rosto, e morreu antes de ser levado para atendimento. Um homem que estava com ele também foi atacado. Mesmo ferido, conseguiu fugir e pedir ajuda a moradores, sendo encaminhado posteriormente para a Santa Casa.
A causa da agressão ainda é investigada. Uma das hipóteses levantadas pela polícia é de que a confusão tenha começado após um desentendimento envolvendo uma motocicleta que teria sido danificada. Gilmar teria reclamado sobre os prejuízos, mas decidido não cobrar pelo dano. Depois, os envolvidos teriam voltado ao local, quando as agressões começaram.
Horas após o crime, um homem apontado como suspeito foi preso no bairro Tiradentes. Segundo o registro policial, ele teria admitido participação no ataque e dito que usou uma pedra para atingir Gilmar. A roupa que ele vestia apresentava uma mancha de sangue.
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica da agressão e verificar a participação de outras pessoas. O crime foi registrado como homicídio e tentativa de homicídio.




