A experiência adquirida à frente da Secretaria de Estado da Cidadania é uma das principais credenciais que Viviane Luiza pretende levar para a Câmara Federal. Depois de percorrer os 79 municípios de Mato Grosso do Sul e acompanhar de perto diferentes realidades, a candidata afirma estar preparada para contribuir com o aperfeiçoamento das leis e garantir que as políticas públicas cheguem, de fato, à população.
Durante sua atuação no Executivo estadual, Viviane trabalhou na elaboração e na execução de ações voltadas às mulheres, mães atípicas, jovens, pessoas idosas, população LGBTQIA+, pessoas com deficiência, povos indígenas, comunidades quilombolas e outros segmentos.
Segundo ela, essa experiência permitiu conhecer não apenas as necessidades da população, mas também os obstáculos que muitas vezes impedem uma política pública de funcionar adequadamente.
“Precisamos fazer com que elas sejam executadas de uma maneira que realmente chegue à vida das pessoas e, em alguns casos, fazer ajustes na legislação”, afirmou.
Para Viviane, quem participa diretamente da execução das políticas consegue identificar com maior clareza os pontos que precisam ser corrigidos ou aperfeiçoados pelo Congresso Nacional.
“A experiência no Executivo permite enxergar onde existem ausências ou pontos que precisam ser aperfeiçoados para a política pública funcionar melhor na ponta”, explicou.
Experiência nos 79 municípios
A passagem pelos municípios é apontada por Viviane como uma das partes mais importantes de sua trajetória na gestão pública. As visitas permitiram conhecer diferentes territórios, ouvir a população e compreender que uma mesma política pode apresentar resultados distintos de acordo com as características de cada região.
Para ela, formular políticas públicas exige considerar as particularidades dos municípios, desde as grandes cidades até as comunidades indígenas, quilombolas, assentamentos e localidades mais afastadas.
Essa vivência, segundo Viviane, será importante para sua atuação como deputada federal, especialmente na apresentação de projetos e na busca por recursos que atendam às necessidades reais de Mato Grosso do Sul.
Articulação com Brasília
A experiência à frente da Secretaria da Cidadania também envolveu a articulação com o Governo Federal. Durante a gestão, Viviane participou de reuniões com ministérios e buscou recursos em Brasília para fortalecer e ampliar projetos desenvolvidos no Estado.
“Quando estava na Secretaria da Cidadania, busquei recursos em Brasília e trabalhei com ministérios. Percebi que poderíamos ampliar aquilo que funciona”, afirmou.
Viviane defende que programas com resultados positivos em Mato Grosso do Sul possam ser adaptados e levados a outras regiões do país que enfrentem problemas semelhantes.
“Aquilo que está dando certo aqui não precisa ficar restrito a Mato Grosso do Sul. Podemos ampliar programas e experiências para outros estados, quando fizer sentido”, destacou.
Proteção para mães cuidadoras
Entre as mudanças que Viviane pretende defender no Congresso está a criação de uma proteção para mães atípicas e outras cuidadoras que precisaram abandonar o mercado de trabalho para se dedicar integralmente aos filhos ou familiares com deficiência.
A proposta é garantir um período de transição financeira nos casos de falecimento da pessoa assistida. Atualmente, além de enfrentar o luto, muitas dessas mulheres podem perder imediatamente a renda que sustentava a família, mesmo depois de passarem anos afastadas do mercado de trabalho.
Viviane propõe que o benefício seja mantido por mais um ano, permitindo que a cuidadora tenha tempo para se reorganizar, buscar qualificação profissional e encontrar condições de retornar ao mercado de trabalho.
“Ela não pode perder a pessoa de quem cuidou e, no dia seguinte, já precisar resolver imediatamente como terá dinheiro para continuar vivendo”, afirmou.
A candidata considera que essa é uma das lacunas da legislação que precisam ser enfrentadas com sensibilidade e responsabilidade pelo Congresso Nacional.
Políticas públicas baseadas em dados
Viviane também defende o uso de dados e evidências para orientar a criação de programas, definir prioridades e garantir uma aplicação mais eficiente dos recursos públicos.
Durante sua gestão, o Observatório da Cidadania foi pensado como uma ferramenta para reunir informações sobre a população e ajudar o poder público a compreender as necessidades de cada município.
“Se eu tenho esses dados e evidências, vou saber qual município está envelhecendo mais e qual política pública precisa ser feita para que seja efetiva e assertiva”, explicou.
Para Viviane, decisões baseadas em informações concretas permitem que o poder público antecipe problemas, identifique os territórios mais vulneráveis e direcione ações para quem realmente precisa.
Ao explicar sua decisão de disputar uma vaga na Câmara Federal, Viviane afirmou que a candidatura representa a oportunidade de levar para o Legislativo uma experiência já colocada à prova na gestão pública.
“Pensar em estar na política é realmente para que a gente apresente aquilo em que já fui testada numa gestão”, concluiu.




