16:32 segunda-feira, 17 agosto 2026
A Onça
No Result
View All Result
A Onça
No Result
View All Result
A Onça
No Result
View All Result

Slide

Dor crônica pode influenciar no tratamento da depressão

Dor crônica pode influenciar no tratamento da depressão

A Onça by A Onça
10:03 terça-feira, 28 julho 2026
in Brasil
A A

Artigo publicado na revista Nature Mental Health nesta terça-feira (28) argumenta que parte dos pacientes classificados com depressão resistente ao tratamento pode não ter uma doença refratária a remédio, mas sim uma dor crônica que nunca foi medida.

A dor crônica é comum em quem tem depressão e reduz a resposta aos antidepressivos. Ainda assim, ela não entra na definição de depressão resistente, não aparece nos questionários mais usados na prática clínica e costuma ser excluída dos ensaios que orientam diretrizes.

Notícias relacionadas:Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais alerta para prevenção.Remédio injetável que previne HIV pode entrar no SUS até o fim o ano.Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços.Segundo o artigo, quando a depressão não responde ao tratamento, médicos se perguntam se a medicação falhou e raramente questionam se a dor crônica foi em algum momento medida.

Os autores destacam que a dor explica toda e qualquer depressão resistente ao tratamento. O argumento deles é que ao falhar em medir a dor pode influenciar no tratamento. Eles ressaltam que os pacientes não devem mudar ou parar a medicação com base no artigo.

Um dos autores do estudo, Nilson Mendes Neto, médico e pesquisador na Harvard Medical School, com trabalho voltado à interface entre dor crônica e saúde, diz que existe uma diferença importante entre o médico saber que o paciente sente dor e a dor ser medida e incorporada de maneira estruturada à avaliação da depressão resistente.

Você podequerer ler

Discord suspende lives para atender medidas determinadas pela ANPD

Discord suspende lives para atender medidas determinadas pela ANPD

17 de agosto de 2026
Em 13 anos, MG tirou 5,6 mil pessoas de trabalho análogo à escravidão

Em 13 anos, MG tirou 5,6 mil pessoas de trabalho análogo à escravidão

17 de agosto de 2026
Palacete Imperial acumula denúncias de abandono no centro do Rio

Palacete Imperial acumula denúncias de abandono no centro do Rio

17 de agosto de 2026
Anvisa aprova novas canetas de semaglutida, incluindo a 1ª genérica

Anvisa aprova novas canetas de semaglutida, incluindo a 1ª genérica

17 de agosto de 2026

“Hoje, a classificação da depressão resistente ao tratamento se baseia principalmente na falha de tratamentos antidepressivos realizados em dose e duração adequadas. A presença, intensidade e impacto funcional da dor não fazem parte formal dessa definição. Além disso, instrumentos amplamente utilizados para avaliar depressão, como o PHQ-9 e a escala de Hamilton, não avaliam diretamente a carga de dor”, afirma o pesquisador.

Portanto, diz Nilson, mesmo quando o médico sabe que a dor existe, muitas vezes não há uma medida padronizada que permita determinar quanto ela pode estar contribuindo para a persistência dos sintomas ou para a aparente falha do tratamento

 “Esse é justamente o ponto que levantamos: não estamos dizendo que os médicos simplesmente ignoram a dor. Estamos mostrando que a arquitetura usada para medir e classificar a depressão resistente não exige que ela seja sistematicamente considerada.”

Os autores argumentam que parte dos pacientes classificados como tendo depressão resistente pode, na realidade, ter um problema de dor não identificado. “Não estamos afirmando que a maioria dos casos de depressão resistente seja explicada pela dor, nem que pacientes com dor não tenham uma depressão verdadeiramente resistente”, explica Nilson.

O que eles argumentam é que, em alguns pacientes, uma condição dolorosa não medida pode estar contribuindo para a aparente resistência ao tratamento. A dor pode tanto modificar a resposta ao antidepressivo quanto interferir na maneira como interpretamos a persistência dos sintomas.

“Não sabemos qual proporção dos pacientes pode estar nessa situação. E ninguém consegue responder adequadamente a essa pergunta hoje justamente porque a dor não é medida de maneira sistemática”, completa o pesquisador.

SUS

Sobre o contexto brasileiro e o Sistema Único de Saúde (SUS), o médico vê algumas implicações importantes. A primeira é que o problema discutido não exige necessariamente uma tecnologia cara para começar a ser enfrentado.

Na atenção primária, nos ambulatórios de saúde mental e nos centros de Atenção Psicossocial (CAPS), uma avaliação estruturada sobre presença, duração e impacto da dor poderia ajudar a identificar pacientes em que esse componente merece ser investigado antes de concluir que a depressão é realmente resistente ao tratamento.

“Isso é especialmente relevante para o SUS, porque muitos pacientes com depressão também convivem com condições dolorosas crônicas, como lombalgia, osteoartrite, fibromialgia e neuropatias. Muitas vezes esses problemas são acompanhados em serviços diferentes, embora o paciente seja o mesmo. Nosso argumento reforça a importância de integrar melhor saúde mental e cuidado da dor”, pondera Nilson.

Segundo ele, há também uma questão de eficiência. Antes de escalar para tratamentos progressivamente mais especializados e mais caros, faz sentido garantir que fatores clínicos potencialmente modificáveis tenham sido avaliados de maneira sistemática. Isso não significa atrasar ou negar tratamentos eficazes para depressão resistente. Significa aumentar a precisão da classificação para que o tratamento certo seja oferecido ao paciente certo.

Ainda de acordo com o pesquisador, no Brasil isso poderia começar de maneira relativamente simples: incluir rastreio de dor na avaliação de pacientes cuja depressão não responde ao tratamento, registrar essa informação de forma padronizada e fortalecer a integração entre atenção primária, psiquiatria e cuidado da dor.

“Em resumo, a implicação para o SUS é bastante concreta: antes de tornar o tratamento mais complexo, precisamos ter certeza de que a avaliação não deixou de medir algo importante e potencialmente tratável.”

Também assinam o artigo Brendon Stubbs do King’s College London e Jessika Mendes (NeuroPsy).

Siga A Onça no


Compartilhe isso:

  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
Tags: Agencia BrasilBrasilNotícias

Leia também

Discord suspende lives para atender medidas determinadas pela ANPD

Discord suspende lives para atender medidas determinadas pela ANPD

by A Onça
17 de agosto de 2026

A empresa Discord informou nesta segunda-feira (17) que interrompeu, por tempo indeterminado, a possibilidade dos usuários transmitirem vídeos usando o aplicativo de mesmo nome. A suspensão preventiva da funcionalidade foi determinada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), no...

Em 13 anos, MG tirou 5,6 mil pessoas de trabalho análogo à escravidão

Em 13 anos, MG tirou 5,6 mil pessoas de trabalho análogo à escravidão

by A Onça
17 de agosto de 2026

Em 13 anos, de 2013 a 2026, a Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais (SRTE/MG) resgatou 5.651 pessoas em trabalho análogo ao de escravo. Foram fiscalizadas 1.042 empresas e 43.806 empregados. Nesse período, 4.566 trabalhadores tiveram seus contratos formalizados...

Palacete Imperial acumula denúncias de abandono no centro do Rio

Palacete Imperial acumula denúncias de abandono no centro do Rio

by A Onça
17 de agosto de 2026

Quem circula pelo centro do Rio de Janeiro, perto da região do Campo de Santana, pode observar um prédio centenário da cidade em completo estado de abandono. Uma situação que vem preocupando quem mora e frequenta a área todos os...

Load More
  • Home
  • Política de Cookies
  • Posts

© 2023 A Onça

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password? Sign Up

Create New Account!

Fill the forms below to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • Home
  • Postagens
  • Artigos da Onça
  • Brasil
  • Polícia
  • Governo
  • Campo Grande
  • Política
  • Saúde
  • Clima
  • Emprego
  • Cultura e Lazer
  • Emprego

© 2023 A Onça

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições Ver política de privacidade