A senadora Tereza Cristina (PP-MS) adotou um tom pacificador ao reconhecer a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pedir respeito ao resultado das urnas. A declaração contrasta com a postura de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial, que deixou o Brasil e seguiu para os Estados Unidos após afirmar que ficaria no país para organizar a oposição.
Flávio desembarcou em Miami na quarta-feira (28), acompanhado da mulher e das filhas. Antes de viajar, havia dito que permaneceria no Brasil para liderar a oposição. A saída do país, depois de convocar eleitores a seguir sua liderança, deixou apoiadores sem a presença que ele havia prometido.
Na mesma semana, o senador divulgou uma carta em que se apresentou como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Depois, mudou a expressão para “líder do Brasil”. Tereza não citou Flávio diretamente, mas defendeu serenidade e respeito às urnas.
“O atual momento exige serenidade e respeito ao resultado das urnas. A eleição acabou, e agora é hora de olhar para a frente e cuidar do Brasil que queremos construir”, declarou a senadora, em nota.
Tereza chegou a ser convidada para compor como vice a chapa de Flávio, mas o PP decidiu manter neutralidade naquele momento. Ainda assim, ela participou da campanha e, após a derrota, afirmou que seguirá fiscalizando o governo e trabalhando pela união da direita.
A senadora também tenta viabilizar sua candidatura à Presidência do Senado. Depois que a Federação União Progressista declarou apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP), Tereza defendeu que a escolha seja feita em fevereiro, pelo voto livre, soberano e secreto dos 81 senadores. Ela ressaltou que os 54 eleitos em outubro também devem ser ouvidos.
“Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina. Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo”, concluiu.




