Setor cresce quase 50% em três anos, amplia exportações e reforça papel estratégico na economia estadual
A suinocultura de Mato Grosso do Sul vive um momento de expansão consistente, marcado por organização, tecnologia e práticas sustentáveis. Nos últimos três anos, o setor registrou crescimento próximo de 50%, consolidando-se como um dos principais destaques do agronegócio estadual.
Esse avanço ganhou evidência durante o 4º Encontro de Lideranças da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, promovido pela Associação Sul-Mato-grossense de Suinocultores (Asumas). O evento reuniu produtores, autoridades, representantes institucionais e investidores de diversas regiões do país, criando um espaço estratégico para discutir o fortalecimento e a expansão da cadeia produtiva.
Com a presença do governador Eduardo Riedel e integrantes da equipe estadual, o encontro reforçou o protagonismo da atividade na economia sul-mato-grossense. Representantes da área de meio ambiente, desenvolvimento e inovação destacaram o compromisso do Estado em promover um crescimento sustentável e competitivo.
Durante o evento, o governador ressaltou a evolução da cadeia produtiva, destacando a estrutura e o nível de profissionalização alcançados. Segundo ele, mais do que posições em rankings, o que chama atenção é a consistência da curva de crescimento ao longo dos últimos anos.
O modelo adotado pelo Estado, baseado em incentivos e estímulo à produtividade, também foi apontado como fator determinante para o avanço do setor. Entre as iniciativas, o programa Leitão Vida tem papel central ao incentivar a produção e melhorar a eficiência da cadeia.
Os números refletem esse cenário de expansão. Em 2025, foram contabilizados 262 estabelecimentos participantes, mais de 108 mil matrizes e 3,29 milhões de animais abatidos, com mais de R$ 91 milhões em incentivos. Já em 2026, até o momento, são 257 estabelecimentos, 110,5 mil matrizes e mais de 1 milhão de abates, somando R$ 39,2 milhões em incentivos.
O presidente da Asumas, Renato Spera, destacou a importância do apoio institucional para o desempenho do setor. Segundo ele, fatores como sanidade, acesso a crédito e parceria com o poder público têm sido decisivos para o crescimento, que também contou com quase R$ 2 bilhões em financiamentos via FCO nos últimos anos.
Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com mais de 300 granjas em operação, cerca de 121 mil matrizes e aproximadamente 3,6 milhões de suínos abatidos por ano. A cadeia produtiva gera em torno de 32 mil empregos diretos e movimenta segmentos como produção de grãos, genética e serviços.
No mercado internacional, o desempenho também é positivo. As exportações superam 20 mil toneladas de carne suína, com crescimento de 11% em relação ao ano anterior. Entre os principais destinos estão países como Singapura, Filipinas e Emirados Árabes Unidos.
Outro fator estratégico para o setor é a Rota Bioceânica, que deve reduzir custos logísticos e ampliar o acesso a mercados, especialmente na Ásia.
O avanço da suinocultura também está ligado à modernização das cadeias produtivas e à atração de novos investimentos. Nos últimos anos, cooperativas e indústrias, principalmente da região Sul do país, têm ampliado sua presença no Estado, fortalecendo ainda mais a atividade.
Desde 2020, mais de R$ 300 milhões em incentivos foram destinados ao setor. A expectativa é de que, com a manutenção desse ambiente favorável, a suinocultura continue em expansão, consolidando Mato Grosso do Sul como um dos principais polos da atividade no Brasil.





